sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Saúde da Mulher: Pílula do Dia Seguinte



Muitas mulheres já passaram pela situação, onde depois de uma relação sexual sem uso de camisinha ou pela falta de adoção de algum método contraceptivo no meio do ciclo menstrual, entrou em pânico pela possibilidade de uma gestação não planejada. Então, para evitar que a gestação ocorra, recorrem ao uso de contraceptivo de emergência.  Como a denominação indica, é para EMERGÊNCIA!

Pílula do dia seguinte não deve ser adotada como método contraceptivo!!

A Anticoncepção de Emergência (AE), também conhecida por pílula pós-coital, pílula do dia seguinte e contracepção de emergência (CE), é uma tecnologia aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e está inserida nos recursos disponíveis às mulheres que constam na Política Nacional de Saúde da Mulher do MS (BRASIL, 2004). O Ministério da Saúde indicou a utilização da AE somente em casos de emergência e não como método anticoncepcional de uso rotineiro (BRASIL, 2005). 



As pílulas de CE começaram a ser disponibilizadas no mercado brasileiro a partir de 1999, e após 2000 estavam disponíveis através do Ministério da Saúde para atendimento às mulheres vítimas de violência sexual e em 2002 pelo Programa de Planejamento Familiar (FIGUEIREDO, 2004).




Nos EUA, em 24 de agosto de 2006, o FDA (que regulamenta a fabricação de remédios nos EUA) aprovou a venda sem receita de uma pílula do dia seguinte para mulheres com 18 anos ou mais. O nome genérico desse contraceptivo é Levonorgestrel. Ele também é conhecido pelo nome de Plano B. Essa versão da pílula foi aprovada nos EUA em 1999, mas na época não podia ser vendida sem receita. Também foi em 1999 que esse método chegou ao Brasil.

Fonte: HowStuffWorks Brasil


 Levonorgestrel é um tipo de progesterona sintética. Para utilização na contracepção de emergência 0,75 mg, uma dose até 72 horas do ocorrido e mais uma dose após 12 horas de ter tomado a primeira pílula ou a apresentação que conta com 1,5 mg de levonorgestrel e seu uso é em única dose, o mais rápido possível após o incidente, num limite de até 72 h. 



Educação sexual x Escola x Família

Acredito ser necessária a implementação de educação em saúde antes mesmo da primeira menstruação, pois familiarizar o indivíduo com seu corpo, explanar sobre mudanças naturais que ocorrem na puberdade, orientando sobre as mudanças contínuas que naturalmente ocorrerão, suaviza essa fase de mudança. Infelizmente, muitos genitores não estão preparados para orientar os filhos e deixam que a vida se encarregue de ensiná-los, o que muitas vezes leva a consequências diversas. Ou então, transfere essa responsabilidade para a escola. Devido aos altos índices de gestação na adolescência, algumas escolas integram projetos que abordam temas que referem o assunto a fim de sanar dúvidas, conscientizar, socializar e de certa forma, amenizar conceitos empregnados de mitos e tabus. Quanto antes inserir a idéia de responsabilidade e consciência maiores são as chances de evitar dramas ou tragédias familiares.



Muitas pessoas descuidam-se, por acreditar que nada pode lhe acontecer em determinado momento, ou por ser uma rapidinha e creditam confiança no contraceptivo de emergência. Quando o uso é feito corretamente, seu eficácia é melhor garatida. Wellbery (2000) relatou redução de 75% no número de gestações indesejadas com o uso deste método. Mas algumas pessoas tem utilizado essa pílula constantemente sem pensar nas consequências.

É  importante a adoção de método contraceptivo!

O mais importante é fazer uso de dupla proteção, ou seja, camisinha + pílula; camisinha + injetável; camisinha + DIU, etc. Não esqueça que apenas método de barreira como camisinha pode evitar HIV/AIDS. As opções de métodos contraceptivos são diversas: Para as esquecidas existe o anticoncepcional injetável; Para as organizadas e que adoram rotina o anticoncepcional oral; Para as que querem maior comodidade, os implantes intradérmicos; Para tantas existe DIU, Anel Vaginal e tantas outras opções.


A pílula do dia seguinte não é tão efetiva quando a mulher está mais fértil. 

Quem afirma é a ginecologista Kate Guthrie. Segundo ela, a pílula Levonelle One Step, oferecida pelo Serviço Britânico de Aconselhamento na Gravidez (BPAS), mostra-se sem efeito durante cinco dias acerca da ovulação. A doutora está preocupada que as mulheres possam tomar o medicam HowStuffWorks Brasil ento durante esses dias férteis, pensando erroneamente estar evitando a gravidez. Ela afirma que “há evidências claras de que ela não é efetiva nos dias anteriores à ovulação, e provavelmente muito pouco efetiva nas 36 horas seguintes”. O objetivo da campanha da BPAS é diminuir o número de mulheres que procuram fazer abortos durante a época do Natal. A ideia é que elas tomem a pílula na manhã seguinte ao incidente, ao invés de marcar uma consulta, o que pode ser complicado nessa época do ano. Parte do pensamento, de acordo com o Serviço, é que “quanto mais cedo a pílula for tomada, após o sexo sem proteção, mais efetiva é”. Guthrie concorda com isso, comentando que a Levonelle deveria ser sempre usada em até 72 horas após o ato. Entretanto, ela está preocupada com a informação insuficiente sobre as limitações do remédio. Ao mesmo tempo em que ela fica feliz com o acesso à medicação de emergência, comenta que “você precisa saber o quão efetiva ela é”. Um guia publicado em agosto afirma que a Levonelle “não se mostrou melhor do que placebo na supressão da ovulação quando tomado imediatamente antes da ovulação, e não parece efetiva uma vez que o processo de fertilização ocorreu”. Se o objetivo é interromper uma gravidez, essa pode não ser uma forma efetiva.

Fonte: http://hypescience.com/pilula-do-dia-seguinte-nao-e-tao-efetiva-em-dias-ferteis/

OBS.: A Levonelle One Step tem como substância ativa o levonorgestrel


ATENÇÃO

Independente da situação, deve-se buscar orientação profissional 
para evitar riscos ou agravos à saúde.


REFERÊNCIA

BRASIL. Ministério da Saúde. Anticoncepção de emergência: perguntas e respostas para profissionais de saúde. Série Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Caderno nº 3. Brasília, 2005. 

_______.Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais.  Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

_______Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: princípios e diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília, 2004, 82p.

FIGUEIREDO, R. Contracepção de emergência no Brasil: necessidade, acesso e política nacional. Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva. [ periódico on-line]. 2004 set [citado 2011 dez 16]. Disponível em: http://www.ipas.org.br/revista/set04.html 
 
WELLBERY, C. Emergency contraception. Arch Fam Med 2000; 9:642-6.

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