segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Saúde: Farinha de Maracujá



 Maracujá

As propriedades sedativas do maracujá são conhecidas há muito tempo, especialmente quando se utiliza a infusão ou tintura das folhas (Guertzenstein, 1998; Oliveira et al., 2002). Recentemente, porém, foi descrita uma nova propriedade relacionada ao fruto: a atividade hipoglicemiante da farinha produzida a partir de sua casca (Guertzenstein, 1998; Petry et al., 2001). A casca de maracujá é rica em pectina, uma fração de fibra solúvel capaz de ligar-se à água e formar compostos de alta viscosidade, conferindo-lhe efeitos fisiológicos peculiares (Sanderson, 1981). A hidratação da fibra ocorre pela adsorção de água à sua superfície ou pela incorporação ao interstício macromolecular (Schweizer & Wursch, 1991). Na mucosa intestinal há formação de uma camada gelatinosa, que altera a difusão e absorção de nutrientes. Em função dessa maior viscosidade do conteúdo entérico, efeitos críticos regulam a resposta metabólica à carga de nutrientes (Brown et al., 1979; Schneeman, 1986), como por exemplo, o decréscimo na absorção de carboidratos pelo organismo, mecanismo que pode explicar sua ação hipoglicemiante (Trowell, 1978).





Solange Miranda Junqueira Guertzenstein, do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, baseou sua tese de mestrado sobre glicemia na pesquisa. "Depois de consumida, a pectina se transforma em um gel que não é absorvido no processo da digestão", explica. "Assim, durante seu trajeto entre a boca e o intestino, ela carrega consigo não apenas a glicose, mas também o colesterol dos alimentos, até eliminá-los no bolo fecal." Ou seja, o produto do maracujá beneficia também quem apresenta altas taxas dessa gordura arriscada para as artérias. Segundo Solange, a farinha conta com 20% de pectina, o que também favorece a perda de peso. "Essa espécie de gelatina faz volume dentro do estômago e dá saciedade", garante. PECTINA é uma espécie de fibra solúvel que, junto com a celulose e a lignina, compõe a parede celular das plantas. "Está em todas as frutas, mas a maçã, a pêra, a laranja, o limão e o pêssego são especialmente ricos nela", revela a farmacêutica bioquímica Maria Helene Canteri Schemin, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O endocrinologista Fadlo Fraige Filho, presidente da Associação Nacional de Assistência ao Diabético, reconhece a ação da pectina no combate aos picos de insulina, mas ressalva: "Qualquer alimento rico em fibras pode produzir o mesmo efeito". A questão é que muitas das frutas cheias de pectina têm também muito açúcar. Está aí uma vantagem da farinha de maracujá.

Fonte: Saúde/Abril


A farinha de maracujá faz o corpo absorver menos gordura. ''Ela vira uma fibra gelatinosa, que gruda nas moléculas de gordura e as faz passarem direto pelo sistema digestivo, sem serem absorvidas'', diz a nutricionista Fernanda Machado. Uma pesquisa de cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e das universidades Federal e Estadual da Paraíba provou que dá pra emagrecer com a farinha sem mudar hábitos alimentares ou fazer exercícios. No estudo, 19 mulheres consumiram 30 g do produto por dia durante dois meses, pouco mais de 1 colher (sopa) diária. Cada uma perdeu quase 2 kg! Mas atenção: comer a farinha pura pode causar gases. Por isso, misture-a a sucos, vitaminas, bolos ou frutas amassadas. Quem não apreciar o gosto pode comprar a cápsula de fibra de maracujá concentrada. A de 400 mg, quando tomada com um copo de água meia hora antes da refeição, equivale a 2 colheres (sobremesa) da farinha. Se preferir, faça a farinha em casa. É fácil e econômico.

Farinha de Maracujá

Lave bem 6 maracujás e retire as polpas, que podem ser usadas em sucos ou receitas diversas. Corte as cascas em fatias finas e distribua-as numa fôrma. Leve ao forno baixo e deixe secar. Retire do forno antes de torrar e espere esfriar. Coloque no liquidificador e bata até virar pó. Passe a farinha por uma peneira fina.

OBS.: A polpa pode ser usada para suco ou para outras receitas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário