quinta-feira, 29 de março de 2012

Autocontrole


Decisões fazem parte de nossa vida, diariamente. Mas há situações em que perdemos o controle pelo simples fato de permitirmos a imperatividade da impulsividade. Certo o dito popular que afirma: "Colhemos o que plantamos". Sendo assim, quando perdemos o controle de quantidade de comida, por exemplo, aquele mega 'sanduba' repleto de queijo, bacon, hamburger e mil outros ingredientes gordurosos, acompanhado de um 'refri' de 700ml. Sabemos que pagaremos por isso, engordando e prejudicando a saúde. Ou então, diante de uma situação no trânsito, perder a paciência e xingar o motorista por um problema ou ainda, partir para agressão física, em que tanto você quanto ele são responsáveis, mas é sempre mais fácil acusar o outro do que assumir a culpa, sem nem sequer analisar os fatos.

Para Roy Baumeister,  escritor e psicólogo americano:

“ O autocontrole é mais importante que a autoestima .”

Ele defende que nossa avaliação sobre nós mesmos depende de sermos bem-sucedidos em controlar nossos impulsos. E acrescenta: “E quando a força de vontade está baixa, recorremos a estratégias que demandam pouco esforço e tendemos às opções mais fáceis”. Isso ele classifica como diminuição da força de vontade. Sendo assim, perceba, é mais fácil você fazer a 'limpa' na geladeira pela manhã ou à noite? Segundo Baumeister, sejam grandes ou pequenas, as decisões sempre consomem energia. E prossegue: “Escolher qual o queijo botar no sanduíche pode ser tão desgastante quanto saber se você realmente quer se casar com alguém”, afirma. Sabemos o quanto é importante a nossa autovalorização e a autoestima, estudos de psicólogos demonstram que ter apenas autoestima, não garante bons frutos na vida profissional ou pessoal. Segundo analises sobre estes estudos, o sucesso depende mais da capacidade de controlar a impulsividade, valorizar resultados a longo prazo, ou seja, ter paciência para vivenciar o processo completo, sem atropelar fases em prol de objetivo maior. De fato para pessoas extremamente ansiosas e impulsivas, esse processo é uma tortura. Segundo Baumeister, o autocontrole é muito mais significativo para ajudar as pessoas a serem bem-sucedidas em suas vidas, a atingir seus objetivos. Deste modo, evitando tomar muitas decisões, pois as pessoas de maior autocontrole são as que evitam as pequenas escolhas diárias, com essa economia, fica mais fácil tomar decisões mais difíceis.


Roy Baumeister e John Tierney lançaram o livro Willpower: Rediscovering the Greatest Human Strength (Força de vontade: Redescobrindo a maior força humana.) Editora: New York : Penguin Press, 2011.




Fonte: Revista Época/Galileu

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