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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Saúde: Antes e depois do exercício, o que fazer?




Aquecimento



A elevação da temperatura dos músculos (aquecimento) antes do exercício ou da participação em um esporte pode auxiliar na prevenção de lesões. Os músculos aquecidos são mais flexíveis e apresentam menor risco de laceração em comparação aos músculos frios, os quais contraem lentamente. O aquecimento mais eficaz – muito melhor que o aquecimento passivo dos músculos com água quente ou com almofadas térmicas – consiste na realização lenta dos próprios movimentos do exercício ou do esporte. A repetição dos movimentos aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos que serão utilizados, aquecendo-os e preparando-os para os exercícios mais vigorosos. O fluxo sanguíneo deve aumentar substancialmente para proteger os músculos contra lesões durante o exercício. A calistenia (série de movimentos que exercitam um grupo muscular isolado, como as flexões) não é suficientemente específica para aquecer os músculos para um determinado esporte.



Alongamento

O indivíduo deve realizar o alongamento apenas após ter se aquecido ou realizado exercícios, quando os músculos estão aquecidos e apresentam menor risco de lesão. O alongamento distende os músculos e tendões e músculos mais longos podem produzir mais força em torno das articulações, ajudando o indivíduo a saltar mais alto, a levantar pesos maiores, a correr mais rapidamente e a realizar arremessos mais longos. Entretanto, o alongamento, ao contrário do exercício contra resistência (como no treinamento com pesos), não fortalece os músculos e é o fortalecimento que diminui o risco de lacerações. Existem poucas evidências de que o alongamento cause lesões ou dor muscular de início retardado, a qual é provocada por lesões de fibras musculares.

Resfriamento
A redução gradual dos esforços (resfriamento) ao final do exercício ajuda a evitar a tontura. Quando os músculos dos membros inferiores, o sangue acumula-se nas veias vizinhas. Para enviar o sangue ao coração, os músculos das pernas devem contrair. Quando o exercício é subitamente interrompido, o sangue acumula-se nos membros inferiores e não chega em quantidade suficiente ao cérebro, causando tontura. O resfriamento também ajuda a remover o ácido lático, um produto metabólico que se acumula nos músculos após o exercício. O ácido lático não causa dor muscular de início retardado e, portanto, o resfriamento não impede a ocorrência desse tipo de dor.

Fonte: Manual Merck




domingo, 15 de janeiro de 2012

E se o diagnóstico for Diabetes?



 Se você descobre em um exame de rotina que tem diabetes? 


Primeiro, pense na seriedade da doença, isso jamais deve ser negligenciado. Contudo, não entre em pânico. Deve - se buscar informações sobre a doença e como conviver com ela, pois é uma doença crônica e requer cuidados, principalmente quanto à alimentação e hábitos de vida. É de extrema importância buscar orientação e acompanhamento médico, adotar hábitos saudáveis tais como uma rotina de atividade física, abstinência ao álcool e ao fumo, checagem de glicose através do glicosimetro, se houver indicação de medicamentos usá-los conforme prescrição. 

Pode ou não haver sintomas que levam ao diagnóstico. Em alguns casos, a descoberta só é feita através de exame de sangue, nos casos de paciente assintomático ocorre com maior frequência em diabetes tipo 2. Esta é uma das razões pela qual o check up anual deve ser levado à sério. Geralmente, os alertas quanto ao diabetes são voltados para pessoas apartir dos 40 anos, mas é importante que pessoas de qualquer idade que tenham histórico familiar ficar atentas ao fato.

Quais os sintomas do Diabetes?
  • Polidipsia (sede intensa)
  • Boca seca devido à polidipsia, suscetível à feridas
  • Polifagia (fome demasiada)
  • Cicatrização demorada
  • Fadiga
  • Perda de peso repentina
  • Parestesia em extremidades (formigamento em mãos/pés) 
  • Distúrbio Visual
  • Infecções frequentes (pele, urina, genitais, mucosa)
  • Pele seca
  • Dores nas pernas 
Deve-se procurar orientação de profissionais de saúde, a fim de prevenir as complicações diabéticas.

Dentista: Além da limpeza bucal diária com a escovação e uso de fio dental, deve ser feita também a cada 6 meses uma limpeza profunda no dentista.

"Em caso de desleixo, as bactérias podem se instalar e, consequentemente, atuarão destruindo o osso onde o dente está implantado, levando inflamação às gengivas. Neste estado, elas se separam dos dentes e do osso mandibular. O que só faz a situação piorar ainda mais, multiplicando as bactérias não vão criado. Chegando a esta situação, o dentista terá que raspar a placa dentária e retirar o tecido em torno da raiz do dente. O que, às vezes, requer cirurgia." (Dr. Saulo Cavalcanti, Coodenador do Departamento de Complicações Crônicas da Sociedade Brasileira de Diabetes.)

Endocrinologista : Monitorização dos níveis de glicose, monitoriza o funcionamento hormonal e cuida dos distúrbios de metabolismo.

Cardiologista: Controle da pressão arterial, além da prevenção do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e de Acidente Vascular Cerebral (AVC). "Essas complicações ocorrem quando os grandes vasos são afetados, levando à obstrução/estenose (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, somado à atividade física e medicamentos –que possam combater a pressão alta, o aumento do colesterol e suspender o tabagismo – são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência deste problema é de 2 a 4 vezes maior nas pessoas com diabetes." (Dr. Saulo Cavalcanti, Coodenador do Departamento de Complicações Crônicas da Sociedade Brasileira de Diabetes.)


Nefrologista: Prevenção da Nefropatia Diabética. "Constitui-se por alterações nos vasos dos rins, fazendo com que haja a perda de proteína na urina. É uma situação em que o órgão pode reduzir sua função lentamente, porém de forma progressiva, até a paralisação total. Contudo, esse quadro é controlável e existem exames para detectar o problema ainda no inicio. Essa complicação, pode afetar o bom funcionamento dos rins, fazendo com que eles percam a capacidade de filtrar adequadamente essas substâncias. Na fase inicial da Nefropatia Diabética, aparecem pequenas quantidades dessa proteína na urina (detectada através do exame de microalbuminúria). É comum que nesse estágio ocorra, também, o aumento da pressão arterial (hipertensão). Esta situação pode levar à insuficiência renal avançada." (Dr. Saulo Cavalcanti, Coodenador do Departamento de Complicações Crônicas da Sociedade Brasileira de Diabetes.)

Nutricionista: Para orientação nutricional

Oftalmologista: Para prevenir retinopatia. "A Retinopatia Diabética é caracterizada por alterações vasculares. São lesões que aparecem na retina, podendo causar pequenos sangramentos e, como conseqüência, a perda da acuidade visual. Exames de rotina (como o “fundo de olho”) podem detectar anormalidades em estágios primários, o que possibilita o tratamento ainda na fase inicial do problema. Hoje, a Retinopatia é considerada uma das mais freqüentes complicações crônicas do diabetes, junto com a Catarata."(Dr. Saulo Cavalcanti, Coodenador do Departamento de Complicações Crônicas da Sociedade Brasileira de Diabetes.)

Neurologista: "A orientação ao paciente é muito importante. Ele deve saber por exemplo que deve sempre examinar seus pés: com a diminuição da sensibilidade ele pode se machucar e só perceber quando há uma complicação infecciosa grave. No caso do paciente diabético, em particular, a situação se agrava por causa da conhecida a dificuldade de cicatrização.O diabetes crônico, com o açúcar no sangue sempre elevado, pode causar graves danos aos nervos, e ser uma das piores complicações do diabetes, pois causa muita dor, desconforto e incapacidade, e os tratamentos ainda não são totalmente bem sucedidos." diabete.com

Ginecologista: Para evitar infecções vaginais, a exemplo da Candidíase, devido à facilidade de multiplicação da colônia de microorganismos em ambientes úmidos e a alta concentração de glicose também favorece essa proliferação.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Diabetes Mellitus: a doença sorrateira




Tudo está no sangue

Quando somos indicados a realizar exames laboratoriais de rotina, seja para check up ou diversas razões, e é evidenciado um certo aumento na taxa de glicose, às vezes não damos a devida importância, mesmo quando o médico nos ressalta sobre os riscos existentes. E ainda assim, negligenciamos nossa saúde, consumindo todo e qualquer tipo de alimento que colabora para um aumento considerável de peso, variando entre sobrepeso e obesidade. Com a desculpa típica da falta de tempo para atividade física, o sedentarismo é adotado, complicando ainda mais o quadro de saúde dos indivíduos, além do estresse diário. Fatores como esses somados a predisposição ao diabetes, abuso de álcool e tabaco têm pego muitas pessoas de surpresa no momento em que vão buscar os resultados dos exames. Portanto, devo ressaltar que o exame de sangue é crucial para descobrir riscos à saúde e assim, evitar futuras complicações.

O teste em jejum de 8-10hs, o nível de glicemia não pode ser maior que 99. 

Dr. Saulo Cavalcanti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Departamento de Diabetes Melito da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, refere que o diabetes é uma “doença covarde”, que chega sem apresentar sintomas. Como também não provoca dor, o indivíduo só desconfia que alguma coisa está errada quando o exame de sangue indica uma taxa anormal de glicose. Mesmo assim, por não sentir incômodos, a pessoa acha que não tem motivos para se preocupar. “Estamos mexendo com uma doença que pode demorar 20, 25, 30 anos para se manifestar”, diz o médico. 





O trabalho de prevenção deve ser iniciado ainda na infância, controlar o consumo de doces, refrigerantes, alimentos gordurosos e condimentados, dentre outros com baixo valor nutricional. É importante estimular o consumo de frutas, folhas e vegetais variados, oferecê-los e torná-los  habituais na dieta. O melhor caminho é buscar ajuda de um nutricionista.




Atividade física deve ser estimulada desde a primeira infância. Esportes e exercícios físicos regulares despertam a competitividade; proporcionam bem estar, auto-estima, auto-confiança; mantem o indivíduo ativo, de modo que beneficia o cognitivo, estimula a rapidez em reflexo, concentração, raciocínio, capacidade mental; reduz risco de doenças crônicas, cardiovasculares, respiratórias; fortalece músculos e ossos; reduz estresse; diminui ansiedade; melhora o sono, dentre outros benefícios.




Na maioria das vezes, acreditamos que toda doença vem acompanhada de sinais (ex.: caroços na pele, manchas, etc) e sintomas (aquilo que sentimos, a ex.: de dor, pontadas, cãibras, etc.). Mas algumas doenças, em especial as crônicas são formidáveis em fazer surpresas desagradáveis, temos como exemplos típicos, a hipertensão e o diabetes. Por razões de detecção precoce, é importante fazer check ups anuais, mesmo quando não há sintomatologia alguma, pois doenças como as sitadas dão inicio de modo silencioso e sorrateiro. Justamente por não haver manifestações, as pessoas tornam-se displicentes com a saúde. Muitos pacientes diagnosticados como pré-diabéticos ou seja, já apresentam o estagio inicial da doença. Como não dão importância ao fato, levam uma vida sem qualidade e sem controle de hábitos e consumos nutricionais, sendo a maioria hipertensos e com sobrepeso ou mesmo obesidade. Quando isso ocorre, há grandes chances de que a doença se desenvolva.



Os pré-diabéticos devem evitar doces, carboidratos simples, batata e pão francês, e dar preferência aos alimentos integrais. Eles têm fibras, que diminuem a absorção de açúcar no organismo, ao mesmo tempo em que saciam. Com isso, sente-se menos fome. A fibra também acelera o metabolismo do intestino. Sucos de laranja, melancia e abacaxi, por conterem muito açúcar, devem ser evitados. Melhor substituir por maracujá e limão. Quanto às bebidas alcoólicas, a recomendação é um máximo de um copo de cerveja ou uma taça de vinho por dia para mulheres, e uma lata de cerveja ou duas taças de vinho para os homens. E é preciso se exercitar para queimar os triglicérides. Quando a pessoa come muito açúcar, os depósitos de gordura do organismo ficam cheios, e os triglicérides vão parar no sangue. Depois de 40 minutos de atividade física, o músculo começa a gastar triglicérides para funcionar, daí a importância de não ser sedentário (Lívia Zimmerman - Associação Brasileira de Nutrologia ). 

 Fonte: diabetes.org.br

Curva Glicêmica




Curva Glicêmica é também chamada de teste oral de tolerância à glicose, é um exame de sangue feito, principalmente, para o diagnóstico do diabetes. Serve para medir a capacidade do organismo de processar uma quantidade excessiva de glicose (condição conhecida como hiperglicemia) em um determinado tempo. Este exame é usado, na maioria dos casos, para diagnosticar o diabetes.

Preparo: Como é exigido jejum (de 10 a 12 horas) para a coleta comparativa, o exame deve ser feito pela manhã. Sob hipótese alguma o paciente deverá usar laxantes antes do exame. Também estão vetados fumo e atividade física ao longo do exame, mas não há restrição ao consumo de água. Em caso de diarréia ou uso de medicamentos, é preciso informar ao profissional de saúde que está realizando o procedimento. A duração do exame pode chegar a seis horas. Portanto, ao agendá-lo, deve-se levar em conta a possibilidade de passar boa parte do dia no laboratório.

Fonte: IG


Um dos exames que os pré-diabéticos precisam fazer é o da curva glicêmica, indicado para pessoas que estão com os níveis acima do normal ou que possuam fatores de risco. O médico Ivan Ferraz, membro do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, explica que o teste pode confirmar ou descartar a condição de pré-diabetes e ainda diagnosticar o diabetes melito, mesmo que o primeiro exame de sangue comum não tenha indicado anomalias. A curva é feita em laboratório, com o paciente em jejum há oito horas. Depois da primeira amostra colhida, ele toma uma solução de água com açúcar e fica em repouso por 120 minutos. Passado esse tempo, o exame é refeito. Se o resultado for maior ou igual a 200, a pessoa está com diabetes melito. A condição de pré-diabetes é caracterizada pela taxa de 140 a 199. Já se der menos de 139, o paciente pode ficar tranquilo, pois não está sequer no estágio que pode desencadear a doença. Ivan Ferraz explica que a curva pode ser negativa para pessoas cujo exame anterior acusou pré-diabetes porque, às vezes, embora o nível de glicemia ultrapasse os valores de referência, pode estar dentro de uma margem de confiança. “O médico também vai analisar outros fatores, como obesidade e casos na família”, diz.





Exame de rotina para diagnosticar o Diabetes: O exame mais comum para medir o nível de glicose no sangue chama-se Glicemia de Jejum. É um teste feito através do sangue venoso. O resultado é considerado normal quando a taxa de glicose varia de 70 até 110 mg/dl. Se o resultado ficar em torno de 110 a 125 mg/dl, o indivíduo é portador de glicemia em jejum inapropriada. Assim, torna-se necessário à realização do exame conhecido como “Teste Oral de Tolerância à Glicose”. Ocorrendo um resultado igual ou acima de 126 mg/dl, em pelo menos dois exames consecutivos, fica então confirmado o diagnostico de Diabetes Mellitus. Já com uma glicemia superior a 140 mg/dl, mesmo sendo recolhida a qualquer hora do dia, já se confirma o diagnostico do diabetes. 



Vou citar um caso clínico: Uma mulher jovem (25-30 anos), um filho, com formação profissional, sem histórico familiar conhecido. Faz atividade física regular de médio impacto 3 vezes/semana e apresenta IMC=Tem dificuldade em perder peso, sempre fez atividades esportivas, porém não se comprometia com uma dieta saudável. Devido às atividades cotidianas, não fazia refeições em horários regulares, por diversas vezes optava por fast food ou lanche. Em dado momento, suspeitou que poderia estar com algum problema tal como infecção urinária pelo excesso de idas ao banheiro principalmente à noite, mas também apresentava sede excessiva, fome descontrolada, sudorese excessiva, mal estar constante. Acreditando que o sobrepeso colaborava com o mal estar, procurou uma endocrinologista que solicitou exames laboratoriais diversos e USG abdominal. Quanto aos exames laboratoriais foram obtidos os seguintes resultados: 


GLICOSE 2hs após sobrecarga 75g ..........................248mg/dL
Amostra: Soro
Método: Enzimático de Trinder/Química Seca

Valores de referência:
Conforme ADA, 2010 (Diabetes Care 33, 2010):
Normal: abaixo de 140mg/dL
IGT (Pré-diabetes): 140 a 199mg/dL
Diabetes: acima de 199mg/dL
Diabetes Gestacional: acima de 155mg/dL
Conforme ADA, 2011 (Diabetes Care 34, 2011)
Diabets gestacional: igual ou acima de 153mg/dL

HEMOGLOBINA GLICADA.......................................7,1%
Amostra: Sangue EDTA
Método: HPLC

Valores de referência: 4,0 a 6,0%
Bom controle glicêmico: abaixo de 7,0%
Conforme ADA, 2010 (Diabetes Care 33: S62-S69, 2010)
Risco aumentado de diabetes:5,7 a 6,4%
Diagnóstico de diabetes: igual ou acima de 6,5%


Insulina (jejum)........................................12,0 μUI/mL
Glicose (jejum)..........................................145 mg/dL
Relação INSULINA/GLICOSE..............0,08
INDICE HOMA - RI................................4,29
Amostra: Soro
Método: Eletroquimioluminescência

Valores de referência
Insulina até 60 anos: até 25 μUI/mL
Acima de 60 anos: até 35 μUI/mL
Glicose           70 a 100mg/dL
Relação INSULINA/GLICOSE: até 0,30
HOMA - RI:
    Geloneze et al.(2006): até 2,71
    Ghiringhello et al.(2006):
    BMI < 25                              1,20 ± 0,65
    BMI entre 25 e 30              1,80 ± 0,98
    BMI > 30                              2,90 ± 1,60


De acordo com o histórico e o resultado acima, a paciente apresente Diabetes Mellitos tipo 2,  não insulino-dependente. Portanto, é de suma importância o acompanhamento de um endocrinologista; controle alimentar e a busca por orientações de um nutricionista; mudança nos hábitos alimentares, pois  uma dieta hipocalórica por si só melhora a sensibilidade à insulina e reduz a hiperglicemia, independente da perda de peso; a continuidade de atividades físicas, mensuração dos níveis de glicose períodico com glicosimetro, uso de sensibilizadores da ação de insulina (ex.: metformina) prescritos pelo médico.


A auto-monitorização glicêmica, que é a prática do paciente diabético medir regularmente a sua própria glicemia através de fitas e/ou aparelhos de uso doméstico (glicosimetros), é uma oportunidade para o diabético assumir o controle da sua própria saúde. Medir freqüentemente a glicemia é uma das melhores maneiras de determinar se o tratamento para o diabetes está sendo efetivo, isto é, se a glicemia está sendo mantida o mais próximo do normal possível. Os exames de laboratório solicitados regularmente pelo médico (glicemia venosa, hemoglobina glicada etc.) fornecem uma estimativa da qualidade do controle glicêmico, mas apenas a monitorização domiciliar da glicemia pode permitir ao paciente o ajuste fino do plano de tratamento, conforme a variação do diabetes de um dia para o outro e com as diferentes situações do cotidiano. Os níveis de glicemia elevados são responsáveis pelas complicações do diabetes. Portanto, o acompanhamento da glicemia, ou automonitorização, é recomendado a todas as pessoas com diabetes, seja do tipo1, tipo 2 e no diabetes gestacional (aquele que ocorre em algumas mulheres durante a gravidez). O teste de glicemia capilar possibilita conhecer os níveis de glicemia durante o dia, em momentos que interessam para acompanhar e avaliar a eficiência do plano alimentar, da medicação oral e principalmente da administração de insulina, assim como orientar as mudanças no tratamento.

Fonte: Portal Diabetes


Recomendações da Associação Americana de Diabetes (ADA)

• Glicemia em jejum: 70 a 99 mg/dl

• Glicemia pós prandial, até 2 horas após alimentação: 70 a 140 mg/dl


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Música + Caminhada

Nas minhas frequentes caminhada/corridas, apesar de me distrair bastante, às vezes sinto falta de ouvir minhas músicas. Tive alguns MP3 que adorava e também um MP4, que não gostei por causa da curta duração de bateria. As lojas estão disponibilizando aparelhos mais modernos, menores, com maior duração de bateria e maior capacidade de armazenamento com preços variados. Fiz uma busca em alguns sites e achei estes interessantes.

 

  MP3 Player X-Sound! Sport Clip c/ Cartão Micro SD 4GB - Rosa

 
 MP3 player, para ouvir músicas com as mãos livres, enquanto faz esportes, caminhada, corrida, etc. Este mp3 se prende em suas orelhas como um fone de ouvido, onde o próprio fone é o aparelho. Muito prático para qualquer tipo de exercícios ou simplesmente ouvir músicas. 
 
 
  Apple iPod Nano 6th Generation 8GB
 
 
O  Apple é maravilhoso, na internet há variação de preços a partir de R$396,51
 
Pesquisa: http://www.bondfaro.com.br/precos--mp3-player-mp4-player--apple-ipod-nano-6th-generation-8gb.html?gclid=CNWI5NyZta0CFQpS7AodV1n6lg
 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sem ter o que fazer?


Verão: Cuide-se (03) Cãibra por calor



Cãibra por calor

Lesões por calor menos comuns e menos sérias, as cãibras por calor são espasmos musculares que ocorrem quando:

  • O corpo perde muito sal na transpiração intensa e não há reposição desse sal.
  • Os níveis de cálcio estão baixos
  • Consome-se muita água
Os músculos contam com um rígido equilíbrio de água, cálcio e sódio; quando esse equilíbrio é rompido, podem ocorrer cãibras por calor. Em essência, ocorre porque o músculo se contrai, mas não relaxa.

A alta temperatura não é um pré-requisito. A pessoa que se exercitar vigorosamente em uma temperatura baixa e transpirar pode desenvolver cãibras por calor se beber água e não repuser o sal.

Sinais e sintomas: As cãibras por calor podem variar de cãibras muscularess moderadas a extremamente dolorosas, sendo mais comuns nas pernas, mas panturrilhas e no abdome. Outros sinas e sintomas incluem: Batimentos cardíacos aceerados; pele quente e suada; temperatura do corpo normal; debilidade e tontura; exaustão e fadiga; abdome rígido e com aspecto plano; possivelmente náusea e vômito; nível de consciência normal.

Atendimento de Emergência:


1 - Se a vítima estiver em um ambiente quente, retire-a imediatamente do calor; coloque a vítima em repouso em local fresco.

2 - Administre pequenas quantidades de água salgada (meio copo a cada 15 minutos); dilua uma colher de chá de sal ou um cubo de caldo de carne em 250ml de água. Não use somente sal.

3 - Aplique toalhas umidas na testa da vítima e sobre os músculos afetados. Para aliviar a dor, tente esticar suavemente os grupos musculares envolvidos ou belisque o lábio superior logo abaixo do nariz (uma técnica de acumputura que melhora a cãibra dos músculos da panturrilha).

4 - Explique para a vítima o que aconteceu e como ela pode evitar uma recorrência; a vítima deve evitar esforço de qualquer tipo por, pelo menos, 12 horas, ou então as cãibras por calor reincidirão. Ligue para SAMU se a vítima apresentar outras doenças ou lesões, se surgirem outros sintomas ou se o estado da vítima piorar ou se ela não responder aos cuidados.

OBS.: Em muitos casos a massagem só aumenta  a dor. 


Fonte: FRADSEN, K. J.; HAFEN, B. Q.; KARREN, K. J. Guia de primeiros socorros para estudantes. 7ª ed. São Paulo: Manole, 2002, p.418-419

Verão: Cuide-se (02) Exaustão por calor


Exaustão por calor 

Lesão de calor mais comum, a exaustão por calor ocorre em uma pessoa considerada em boa forma física que se envolve em um esforço físico extremo, em um ambiente úmido e quente. Na verdade, é uma forma moderada de choque provocada pelo acúmulo de sangue nos vasos logo abaixo da pele, fazendo com que o sangue saia dos órgãos principais do corpo. Como resultado da sudorese profusa e prolongada, o corpo perde grandes quantidades de sais minerais e água.  Quando a água não é reposta, a circulação sanguínea diminui, afetando as funções cerebrais, cardíacas e pulmonares. O problema mais crítico da exaustão por calor é a desidratação.

 

Sinais e sintomas:  São parecidos com os da gripe. Dor de cabeça; fraqueza; fadiga; náusea e/ou vômito; diarréia; perda de apetite; tontura e fraqueza; transpiração excessiva; pele acinzentada, fria e pálida; temperatura abaixo do normal; pupilas dilatadas; pulso fraco e rápido; pele sem elasticidade; sede; dificuldade para caminhar; colapso ou breve inconsciência; possíveis cãimbras musculares.


OBS.: A diferença da intermação para a exaustão por calor são a aparência da pele e a temperatura do corpo.

Na intermação: a aparência da pele é corada, quente ao toque, molhada ou seca. E a temperatura do corpo é alta (normalmente de 40,5°C a 43,3°C). Na exaustão por calor: a aparência da pele é fria, pálida, pegajosa, frequentemente acinzentada e a temperatura do corpo é normal ou até mesmo abaixo do normal.

Exaustão por calor é uma emergência relacionada ao calor provocada por perda excessiva de água e sais minerais pela transpiração e caracterizada por pele fria e úmida e pulso fraco e acelerado.


O que fazer em caso de exaustão por calor?
 
1 - Leve a vítima para um local fresco, retire o máximo de roupas possível, aplique compressas frias molhadas em sua pele e abane de leve. Certifique-se de que a vítima não sente frio.

2 - Coloque a vítima deitada, levante seus pés de 20 a 30cm e abaixe sua cabeça a fim de aumentar a circulação sanguínea no cérebro.

3 - Se a vítima estiver totalmente consciente, dê a ela água fria para beber em um ritmo de meio copo a cada 10 minutos durante 1 hora. Se a vítima não melhorar em 20 minutos, adicione eletrólitos (ou dê bebidas isotônicas). Nunca dê sal a vítima, pare de dar fluídos e chame SAMU.

4 - Se a vítima estiver inconsciente, molhe-a com água fria usando uma esponja.

5 -Meça a temperatura da vítima a cada 10 ou 15 minutos. Se estiver acima de 38,3°C ou subindo, ligue para SAMU, assim como se a vítima não melhorar em 30 minutos.


Fonte: FRADSEN, K. J.; HAFEN, B. Q.; KARREN, K. J. Guia de primeiros socorros para estudantes. 7ª ed. São Paulo: Manole, 2002, p.416-418.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Caminhada e seus benefícios



Ontem, como planejado fui fazer uma caminhada que durou 1h30, me fez um bem enorme. Porém, acordei mais tarde do que o programado, ás 10:30h. O problema foi que sai apressada, pois já eram 11h, acabei esquecendo dois itens de extrema importância: garrafinha de água e protetor solar. Com o sol que fez ontem o dia todo, me queimei demais e fiquei toda ardida.


Antes da caminhada


Para os sedentários: Aizenman (2002) nos fala que ao iniciar a prática da caminhada nós devemos começar devagar e ir aumentando gradualmente o ritmo de duração da caminhada.

Mas, destacando os benefícios da caminhada: 

1 - Faz bem para o corpo e para mente. É nesse momento que penso em mil e uma coisas, faço alguns planejamentos.

2 - Se faz tempo que você é adepto ao sedentarismo, nunca é tarde para calçar um tênis apropriado, fazer um alongamento e pé na avenida, ou na praia ou onde quer que você vá para esse fim.

3 - Queima calorias, dá uma boa enxugada naquelas gordurinhas odiáveis. Sem falar que se for regular, permite que você entre naquele jeans tão amado.

4 - Propicia relaxamento e te faz dormir melhor. Hypescience traz que " andar pode aumentar os níveis de serotonina, o hormônio da felicidade, que relaxa seu corpo. O aumento na temperatura corporal que a caminhada gera pode sinalizar o seu cérebro para baixar a temperatura em seguida, o que promove o sono. Evite andar duas horas antes de ir para a cama. É muito tarde para resfriar o corpo."

5 - Fortalece o sistema músculo esquelético. A prática de atividade física produz adaptações biológicas que propiciam a melhora no funcionamento de vários órgãos e sistemas e no desempenho de habilidades motoras, auxiliam na prevenção de várias doenças, normalizam o estado emocional e facilitam a socialização (BALADY et al., 1994).

6 - Quanto ao ritmo, Lima (1998, p.45) relata que tanto o aumento como a diminuição dos passos em relação ao seu comprimento natural, vão aumentar o consumo de oxigênio e, consequentemente, o gasto calórico." Segundo este mesmo autor, caso o objetivo seja um maior gasto calórico, como nas caminhadas que auxiliam às dietas para emagrecimento, sugere-se que o ritmo de suas passadas naturais sejam modificados no sentido de caminhar com passos mais largos do que o normal. Se por algum motivo ele não conseguir se adaptar aos passos maiores, pode passar a caminhar com passos mais curtos que o normal. Ambas as técnicas consumirão mais calorias

7 - Excelente para o coração, porque segundo um estudo descobriu que andar rapidamente por 30 minutos todos os dias reduz suas chances de desenvolver a síndrome metabólica, que gera uma série de fatores de risco ligados a doenças cardíacas, diabetes e derrame (Hypescience).

8 -  Reduz as chances de câncer de mama. Segundo publicação da Hypescience, andar, mesmo por poucas horas na semana reduz significativamente o risco de câncer de mama, de acordo com um estudo. A idéia é que andar ajuda a reduzir os níveis de gordura corporal, uma fonte de estrogênio. Foram pesquisadas 74 mil mulheres na pós-menopausa com idades entre 50 e 79 anos. Aquelas que tinham um peso normal tiveram risco 30% menor de contrair a doença. As que estavam acima do peso reduziram entre 10 e 20% as chances. Mulheres mais jovens podem conseguir benefícios similares.



Além de ser um meio eficaz de levantar a auto-estima.
Uma paqueradinha também vale muito...


ALERTA: Lima (1998) adverte que erros na dosagem do volume (ritmo de duração) da caminhada são importantes agentes estressores e causadores de problemas ortopédicos, o que se constitui na atualidade como os principais fatores que levam ao abandono da prática da caminhada. Mais uma vez faz-se perceber a importância do ritmo, agora associado à duração da atividade de caminhar.
 
Estou pensando em reaprender a andar de bike...


ATIVIDADE FÍSICA, PRATIQUE ESSA IDÉIA!

OBS.: Vale ressaltar que é imprescindível a orientação de um educador físico; uma dieta balanceada orientada por nutricionista; beber bastante água e manter-se hidratado; uso de protetor solar e boné, a depender da hora da caminhada; roupas confortáveis e tênis adequados; visitas para check up no cardiologista e endocrinologista; aquecimento antes e alongamento depois para evitar lesões musculares.

Caminhada, corrida, musculação, jumping, boxe, judô, karatê, natação, tênis, dança, etc.

Pratique o que lhe proporciona prazer e bem estar!

"A prática de exercícios físicos também reduz o risco da doença arterial coronária pela melhora da capacidade cardiopulmonar, da circulação miocárdica, do metabolismo cardíaco e do aprimoramento das propriedades mecânicas do coração. Age também sobre os fatores de risco para doenças como a hipertensão arterial, alteração dos níveis plasmáticos de glicose e insulina, obesidade e anormalidades no perfil lipoproteico." (FALUDI et al., 1996).
 


REFERÊNCIAS

BALADY, G. J.; FLETCHER, C. B. J.; FROELICHER, E. S.; HARTLEY, L. H.; KRAUSS, R. M.; OBERMAN, A.; BOLLOCK, M. L.; TAYLOR, B. Cardiac rehabilitation. Am. Heart Assoc. Circul., v. 90, n. 3, p. 1602-1610, 1994.

FALUDI, A. A.; MASTROCOLLA, L. E.; BERTOLAMI, M. Atuação do exercício físico sobre os fatores de risco para doenças cardiovasculares. Rev. Soc. Cardiol. Est. São Paulo, v. 1, n. 6, p. 1-5, 1996.  

LIMA, Dartel Ferrari de. Caminhada - teoria e prática. Rio de janeiro: sprint, 1998.

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