terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Saúde: Light x Diet




Rorato (2007) comenta que a busca por uma alimentação alternativa é, sem dúvida, uma realidade nos dias atuais. Consumidores que buscam novos e saudáveis hábitos alimentares têm nos produtos light e diet grandes aliados. Os mais jovens procuram os produtos geralmente com preocupações ligadas à estética corporal e, entre os mais velhos, a procura prende-se à preservação e manutenção da boa saúde. Portanto, a preocupação com saúde é constante e quem é louco por um 'refri' geladinho, para consolar a consciência opta pelos light e diet. Primeiro, qual a diferença entre eles? Realmente estão sendo consumidos devidamente? E com esse consumo, será que consigo manter o peso desejado?




De acordo com a legislação brasileira em vigor, os termos diet e light são utilizados na designação de alimentos para fins especiais. É necessário constar no rótulo desses alimentos uma tabela de composição do produto, facilitando as informações nutricionais ao consumidor. O termo dietético possui sentido amplo e não se aplica apenas aos alimentos isentos de açúcar, ou de baixas calorias. São considerados dietéticos: alimentos para dietas de restrição de açúcares, gorduras, colesterol, sódio, e aminoácidos ou proteínas; alimentos para dietas de controle de peso; e alimentos para dietas enterais.



Os alimentos especialmente formulados (dietéticos ou diet) são classificados como alimentos para dietas com restrição de nutrientes e para os alimentos exclusivamente empregados para controle de peso, ou ainda para atender às necessidades de pessoas com distúrbios no metabolismo de açúcares (sacarose, frutose e/ou glicose). Podem conter no máximo 0,5 g de sacarose, frutose e/ou glicose por 100 g ou 100 mL do produto final a ser consumido. O termo light pode ser utilizado quando for cumprido o atributo de redução mínima de 25% no valor energético total ou do conteúdo de um dos nutrientes dos alimentos comparados.


Vieira & Cornélio (2005) conceitual que os light são aqueles alimentos que devem ter, no mínimo, 25% menos de algum componente calórico, seja açúcar, gordura, sal, entre outros. São aqueles que apresentam redução de qualquer um dos componentes mencionados tendo como referência o produto do mesmo tipo, e não tem fim específico como os produtos diet. 



Nas prateleiras de lojas que vendem produtos alimentícios, mercados e outros estabelecimentos comerciais é comum encontrarmos os termos diet e light nos rótulos dos alimentos ou até seções inteiras com produtos variados. Mas muita gente se confunde quanto à escolha. Levar o produto apenas pela classificação do rótulo não é garantia alguma, pois é preciso checar a composição no rótulo, para saber se realmente satisfaz as necessidades de quem o consumirá. 




Como exemplo, pode-se citar o chocolate diet, que apresenta ausência de açúcar, mas é rico em gordura e, portanto, possui valor calórico elevado, contraindicado para pessoas que desejam fazer dietas para emagrecimento (VIEIRA, 2008)




REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Área de Atuação. Alimentos. Legislação. Legislação Específica da Área por Assunto. Regulamento Técnico por Assunto. Alimentos para fins especiais.Portaria SVS/MS n.28, de 13 de janeiro de 1998.

RORATO, F.; DEGASPARI, C. H.; MOTTIN, F. Avaliação do nível de conhecimento de consumidores de produtos diet e light que freqüentam um supermercado de Curitiba. Visão Acadêmica. América do Sul, v. 7, n. 1, set. 2007. 

VIEIRA, A. C. P.; CORNÉLIO, A. R. Produtos light e diet: o direito à informação do consumidor. Revista de Direito do Consumidor. São Paulo, v. 14, n.55, p. 9-27, jul.-set. 2005.




Uma notícia para os consumidores frequentes de refrigerantes diet e light, duas universidades dos Estados Unidos descobriram que os refrigerantes dietéticos (diet e light) podem ser mais nocivos à saúde, do que os comuns, aumentando o risco de derrame, ataque cardíaco e morte vascular. A pesquisa levou em conta condições ligadas a problemas vasculares, como disfunções no metabolismo, diabetes e hipertensão. O risco vale tanto para consumo moderado quanto exagerado, quer dizer, tanto faz você tomar um refrigerante diet ou light uma vez ou outra, quanto tomar diariamente, o perigo é o mesmo. Entre uma vez por mês e seis por semana, o quadro geral é de chances elevadas de problemas vasculares. Embora os números tenham passado essa informação, os cientistas não souberam detectar exatamente os motivos da tendência. Ainda é necessário, segundo eles, estudar os dois tipos da bebida para tirar conclusões mais precisas.

Fonte: UOL




O Ministério da Saúde  classifica os produtos diet como alimentos para fins especiais e os produtos light como "alimentos modificados”. A partir de 1988, os produtos "diet"e "light" foram enquadrados pelo Ministério da Saúde na categoria de "alimentos especiais", passando a serem controlados pela Divisão Nacional da Vigilância Sanitária de Alimentos. Este fato exarcebou o crescimento do mercado, mas somente após sete anos foi publicada a Portaria nº 122/95 da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, como resultado do trabalho conjunto de técnicos e cientistas de alimentos, apresentando um grande avanço na regulamentação sobre alimentos. Pela nova lei, os produtos conhecidos como diet e light passam a ser conceituados e rotulados sob os mesmos parâmetros adotados nos Estados Unidos e na Europa. Para facilitar a identificação por parte do consumidor, os fabricantes devem especificar o perfil do produto na embalagem e destacar a palavra light ou diet. Mas isso não quer dizer que o consumidor possa se sentir seguro, protegido, visto que a medida não significa a segurança completa para o consumidor, uma vez que alguns fabricantes não cumprem rigorosamente as regras adotadas pelo Ministério da Saúde.


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