segunda-feira, 4 de junho de 2012

Hipertensão em idoso


Hipertensão é um problema de saúde que não pode ser negligenciado e constitui um problema de grande prevalência na população brasileira. Devido às alterações dos vasos sanguíneos associadas a idade, principalmente a vasoconstricção, muitos idosos tornam-se hipertensos. Encontram-se sob maior risco, negros e pessoas com histórico de hipertensão, Acidente Vascular Cerebral ou Infarto Agudo do Miocárdio.

A hipertensão é uma doença da circulação vascular resultante do funcionamento defeituoso dos mecanismos de controle da pressão (sistema nervoso central, sistema renina-angiotensina-aldosterona, volume de líquido extracelular). Em relação ao sistema cardiovascular, à medida que o indivíduo envelhece, ocorrem alterações estruturais e funcionais. Há redução das células excitocondutoras do coração, com depósito de colágeno e substituição parcial por tecido adiposo, além de calcificação e fibrose nos tecidos valvulares, especialmente nos anéis mitral e aórtico. Ocorre, ainda, degeneração das grandes artérias, com ruptura e perda de fibras de elastina, depósito de cálcio e colágeno, espessamento da parede vascular e diminuição da elasticidade. A explicação básica é que a pressão arterial é elevada quando existe débito cardíaco aumento mais resistência vascular periférica aumentada. É importante salientar que a hipertensão não tem cura, mas pode-se tratá-la. Em emergências hipertensivas é comum a administração parenteral  de vasodilatador ou de um inibidor adrenérgico. Porém, também são recomendados fármacos como nifedipina, clonidina, captopril ou labetalol para auxiliar na redução da pressão arterial. 




O papel de enfermagem frente a prestação de cuidado ao idoso hipertenso, é estimular a autonomia do indivíduo e o auto-cuidado. A enfermagem deve estar atenta aos riscos de lesão relacionado com as complicações da hipertensão. Portanto, é preciso que oriente ao cliente a não deixar de comparecer às consultas periódicas para avaliação da pressão arterial ou se possível, ter alguém a disposição para fazer essa aferição em domicílio. Pode-se treinar algum parente ou pessoa próxima, com intuito de detectar elevações persistentes ou graves. Outra atribuição da enfermagem, é estar atenta a quaisquer sinais ou sintomas anormais. Estando atento à estas tarefas, evitará disfunção de qualquer sistema do organismo, principalmente do cardiovascular e do renal. 




É importante também avaliar o conhecimento do paciente a cerca da hipertensão e seu tratamento. O profissional deve valorizar o conhecimento do paciente para o sucesso do tratamento.




Quanto o paciente sabe sobre a hipertensão? 

Ele sabe como controlar esta patologia? 

Sabe quais agravos essa doença pode provocar? 


Estimular o paciente a participar do processo de aprendizagem para adquirir conhecimentos sobre a patologia e seu tratamento. Sendo assim, é preciso que o paciente seja ativo em todo o processo, ficando ciente das limitações, compreendendo a necessidades da mudança de hábitos prejudiciais, tomando as medicações de modo correto, em grande parte dos casos requer que alguém faça acompanhamento para evitar que seja feito uso errôneo e evitar esquecimentos. Uma dica é fazer um check list com o nome das medicações e horários que devem ser tomadas, evitando controle ineficaz do regime terapêutico individual. Principalmente nos casos de uso contínuo, mesmo quando o paciente está assintomático. Ao perceber que o cliente compreende a importância de adesão ao tratamento, a enfermagem deve considerar como um ponto positivo quanto aos resultados esperados. Em casos de internação hospitalar por crise hipertensiva, deve-se verificar se o paciente estava em uso dos anti hipertensivos prescritos. Muitas vezes o paciente por diversas razões deixa de fazer uso, por motivos diversos, mas a enfermagem deve questionar o porque. Quando a questão permeia o financeiro, deve-se encaminhá-lo ao Serviço Social. Também é preciso orientá-lo que há serviços de saúde nos municípios brasileiros que disponibilizam medicações gratuitas, informações nas Secretarias de Saúde. 


A intervenção de enfermagem deve estar pautada em prevenção de riscos e agravos referentes ao adoecimento. Em caso de comunidade, é imprescindível a participação popular em programas de educação em saúde, onde além de adquirir conhecimento, o paciente pode colaborar com o seu empirismo. Dessa forma, estará assistido quanto à sua saúde e também compartilhará de suas experiências, sejam elas positivas ou negativas. Porém é importante saber como intervir e corrigir ações que o coloque em condição de risco à saúde.  Essa interação promove inclusão social, importante nos aspectos biopsicossocial. 




Se durante a triagem houver elevação de pressão, antes do exame deve-se checar:
  • Condição do esfigmomanômetro e do estetoscópio;
  • Cerificar se o tamanho do manguito do esfigmomanômetro é adequado à circunferência do braço do cliente;
  • Aferição em ambos os braços e nas posições supina, sentada e ereta;
  • Questionar se o cliente fumou;
  • Questionar se ingeriu bebida alcoólica ou que continha cafeína;
  • Passou por estresse emocional.
IMPORTANTE

Monitorar e registrar a pressão arterial pelo menos duas vezes por semana,  esses resultados devem ser levados ao médico que faz o acompanhamento do paciente. Deve-se estimular exercícios leves, tais como caminhadas ou atividades apreciadas pelo idoso, sendo estas adequadas a sua condição física e de saúde. A dieta deve ser acompanhada pelo nutricionista, devendo evitar o excesso de sal e gordura nas refeições; evitar consumo de bebida alcoólica e excesso de cafeina; aderir a alguma atividade terapêutica tais como pintura, música ou qualquer outro que o indivíduo aprecie. Tomar medicações corretamente e monitorar a pressão constantemente.


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