terça-feira, 4 de setembro de 2012

Comercio de gametas e barriga de aluguel: Altruísmo e/ou lucro.



Você já pensou na possibilidade de ser um doador (a) de óvulos ou espermatozoides? 

E mais, já imaginou-se no papel de barriga de aluguel? 

Embora no Brasil a prática de compra e venda de óvulos e espermatozoides seja ilegal, não impede que brasileiros se disponham a venda e doação pelo mundo a fora. O UOL trouxe uma matéria interessante sobre esse assunto e após ler o conteúdo, refleti sobre o tema. 

Num país como o nosso, onde é comum a mídia exibir matérias sobre recém nascidos que são abandonados a própria sorte em lixos de rua, lixões, mato e até mesmo dentro de saco plástico em qualquer espaço, ainda é proibido ajudar casais que pagam seja quanto for para realizar o sonho de ter filhos. Pessoa com problema de infertilidade, casais homossexuais, pessoas com dificuldades por motivos diversos para gestar buscam soluções para o problema, certo que há muita criança a ser adotada no país, mas muitos pensam na genética. Há mulheres com incrível facilidade de engravidar que poderiam partilhar desse 'dom', para realizar sonho de tantos outros, mas infelizmente as leis em nosso país barram essa possibilidade. A questão de comercio depende de ponto de vista, e eu sou a favor. 

Assumir a responsabilidade em ser barriga de aluguel precisa ser refletida e muito pela mulher que opta por esse papel, pois evitar o laço afetivo com o bebê que está se desenvolvendo em seu útero, creio eu, deve ser a maior dificuldade. Para isso, antes que tudo ocorra são assinados termos abrindo mão da criança para evitar problemas futuros com os pais adotivos. 


Na teledramaturgia brasileira esses temas foram explorados causando comoção pública e levando o povo a pensar no assunto. Em novelas da Globo a polêmica volta e meia é retratada como Barriga de Aluguel (1990), escrita por Glória Perez que mostrou o drama envolvendo a temática de mesmo nome da novela e também, outra novela sobre fertilização com doadores anônimos, mas que tornou-se um problema frente ao contexto de história de vida da doadora dos óvulos, no caso de Fina Estampa (2011), escrita por Agnaldo Silva. 

Pensando no contexto de uma período gestacional, a mulher precisa ser tolerante e em casos de marinheira de primeira viagem, informar-se sobre todos os percalços que uma gestação envolve, tais como os enjoos comuns no primeiro trimestre, assim como as consequências físicas que a gestação acarreta na mulher, tais como manchas e estrias, mas mesmo muitas mulheres se dispõem a gestar bebês para outras. 

Onde encontrar um espaço de oferta e procura? Na internet mesmo! Essa disponibilidade é oferecida através de sites na internet como o Surrogate Finder, onde pessoas postam seus perfis, mulheres entre 20 a 45 anos, que incluem fotografias com a família com intuito de serem selecionadas por casais heterossexuais ou homossexuais. Critérios como beleza e nível educacional tem alto peso na avaliação. As pessoas que se inscrevem, descrevem a razão pela qual estão se disponibilizando, dentre os motivos estão pagar cursos universitários e desemprego, certamente muitas alegaram estar empenhadas em ajudar o próximo. 


Segundo a matéria postada no UOL: "Algumas se oferecem para doar óvulos para mulheres inférteis ou casais homossexuais que querem realizar o sonho de ter um filho - prática que pode lhes render de US$ 8 mil (R$ 16,4 mil) a US$ 50 mil (R$ 102 mil). Outras estão dispostas a carregar bebês de outras mulheres - serviço pelo qual pode-se ganhar até US$ 100 mil nos EUA (R$ 204 mil)."

Nos Estados Unidos, há mulheres que investiram nessa prática e com isso conseguiram estabilidade financeira em troca de dar oportunidade àqueles que tanto desejaram realizar o sonho da maternidade e paternidade. 



Informações sobre essas questões podem ser encontradas na página Surrogatefinder.com 

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