sexta-feira, 6 de abril de 2012

Memória: Estimule a sua!



Para Luria (1981), memória pode ser entendida como o registro, a conservação e a reprodução dos vestígios da experiência anterior, registro esse que dá ao homem a possibilidade de acumular informações e operar com estes vestígios após o desaparecimento dos fenômenos que provocaram os mesmos, e afirma ainda, que todo o reforço dos conhecimentos e habilidades e a capacidade de aproveitá-los, pertencem à área da memória. Esse armazenamento de informações é fundamental no processo de aprendizado e compreensão. 


Processo através do qual o conhecimento é codificado, retido e posteriormente recuperado. (Kandel, Schwartz & Jessel, 2003)

Memória Sensorial (MS):
  • Armazena sensações (com conteúdo ainda não analisado)
  •  Sombra de uma experiência
  •  Imagens / Sons / Toques
  •  Confere um fluxo regular de ação (preenche lacunas visuais) 
Ex: Fotogramas

A retenção da informação na memória, ocorre a partir de estágios:

Existem diferentes estruturas cerebrais envolvidas na aquisição, armazenamento e evocação das informações adquiridas por meio da aprendizagem.


Memória de Curto Prazo: Armazena temporariamente a informação percepcionada e a que for gerada no decurso de processos mentais.

  • Memória Imediata: Refere-se à memória do que aconteceu ou foi apresentado apenas alguns segundos antes. É de pouca durabilidade. Relaciona-se com as funções de percepção, atenção e consciência. Clinicamente nos diz se a função de entrada e registro intacto. Para exemplificar a situação, imagine-se checando códigos no trabalho, a qualquer ruído ou o que quer que lhe desconcentre enquanto desenvolve esta tarefa, você se vê obrigado a checar o número outra vez. Isso ocorre, porque a memória imediata não resiste às interferências, que interropem a sinapse.

Memória de Longo Prazo: Armazena conhecimento num horizonte temporal dilatado – fatos, interações e ideias.



Referências

  • Luria, A. R. Fundamentos de Neuropsicologia. LTC Editora S.A., 1981
  • Slides - UNIVASF



Um estudo australiano comprovou que a suplementação de ácido fólico associado à vitamina B12 pode melhorar o funcionamento cognitivo, principalmente a memória imediata e tardia em idosos com sintomas depressivos. A pesquisa foi publicada na revista The American Journal of Clinical Nutrition. A suplementação foi feita usando duas doses diárias de ácido fólico (200 mcg cada) combinado com 50 mcg de vitamina B12 por cápsula, durante 24 meses, em 900 idosos, entre 60 e 74 anos. O estudo avaliou as mudanças no funcionamento cognitivo (12 e 24 meses) e aferiu se a ingestão destas substâncias seria capaz de coibir o declínio cognitivo de idosos em estado depressivo. Entre os testes, os idosos se submeteram a avaliações cognitivas como orientação, registro, memória recente e memória tardia, atenção/cálculo e memória semântica, compreensão e repetição. Os idosos que receberam a suplementação (FA + vitamina B12) melhoraram as memórias imediatas e tardias, após dois anos. “Os resultados sugerem que a combinação, em longo prazo, de ácido fólico e vitamina B12 pode ser uma estratégia viável para reduzir o risco de declínio cognitivo em idosos. Essa intervenção não é de alto custo e pode ter efeito considerável em nível de saúde pública”, destaca um dos autores da pesquisa. 
Fonte: Nutritotal
Ácido Fólico




As funções do ácido fólico são na divisão celular e transmissão de traços hereditários, formação e maturação dos eritrócitos e leucócitos. Encontrado em espinafre, vegetais de folhas verdes, fígado, levedo de cerveja, cenoura, gema de ovo.Sua deficiência provoca diminuição do crescimento, anemia megaloblástica e outros distúrbios sangüíneos, glossites e distúrbios no trato gastrointestinal. e o excesso, interfere na ação farmacológica de drogas anticonvulsivas. Um estudo realizado pela Associação Americana do Coração, e publicado na revista Circulation, revelou que existe uma estreita relação entre o consumo de ácido fólico e a diminuição nos níveis de homocisteína, aminoácido sintetizado pelo organismo que, ao não ser bem metabolizado, converte-se em importante fator de risco para aterosclerose (placas de gorduras que bloqueiam as artérias). Junto com as vitaminas B6 e B12, o ácido fólico participa do metabolismo da homocisteína. Evidências epidemiológicas indicam que o excesso de homocisteína colabora para o aparecimento de doenças cardiovasculares e tromboses arterial e venosa, as quais podem se agravar e até acabar provocando um infarto. Segundo o estudo, o papel do ácido fólico vai mudando conforme as etapas da vida. Na idade escolar, a sua carência pode levar à anemia nutricional. Nos adultos mais idosos, como o ácido fólico tem efeitos sobre o sistema nervoso central, o baixo consumo dessa vitamina ou os baixos níveis podem agravar problemas neuropsiquiátricos. 

Fonte: Boa Saúde

Vitamina B12 (Cobalamina)


É uma vitamina solúvel em água, necessária para a atividade normal da célula nervosa, a replicação do DNA e a produção de uma substância que afeta o humor, a SAMe (S-adenosil-L-metionina). Também ajuda na formação da hemoglobina, importante para evitar anemia e na manutenção da bainha de mielina, que é uma substância que cobre os nervos e permite que funcionem bem.  Ela age juntamente com a B6 e o ácido fólico para controlar os níveis de hemocisteína. O excesso de hemocisteína está associado a diversos problemas de saúde. Outra função, está na replicação celular, para o metabolismo de energia e criação do material genético das células, que são o DNA e RNA.


Alguma vez, você já parou para pensar se sua memória está funcionando bem?

Teste retirado do livro Deu Branco, de Ana Maria Maaz Acosta Alvarez, da Editora Best Seller. (Revista Época)

Click no link: Teste sua memória

Memória Inteligente


Fonte: Intelligent Memory (Site do neuropsicólogo Barry Gordon)


Observe as figuras 1 e 2  abaixo:

Figura 1 


Você consegue enxergar algum algum erro?

Figura 2


Você consegue identificar o que é esta figura?


Respostas

Resposta Figura 1. Há um pé humano no elefante, essa percepção se deve à memória inteligente. Ela "escaneia" as formas que são ou não familiares e, ao reconhecer algo fora do comum, aciona um alerta. Quem não viu o pé, precisa procurar em sua memória "comum" imagens de elefantes e pés a fim de perceber que algo estava estranho.

Resposta Figura 2. A mão está segurando uma maçã, porém nem uma nem outra estão mesmo lá. Ambas são apenas imagens, manchas em preto e branco que a memória inteligente reconhece e reuniu como modelos familiares.


Não é só o corpo que precisa malhar, o cérebro também!!

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