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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Educação no Brasil: Em péssimo estado!

PÉSSIMA NOTÍCIA!


O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países. Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong.



Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação. Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.

Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados.

Leia mais em Jornal da Mídia

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Educando x Educador em saúde



Todo encontro com finalidade de troca de conhecimento deve ser realizado em um espaço propício com boas condições de limpeza, com condições térmicas e acústicas, bem iluminado e com número de participantes pré definidos. Atenção a identificação, materiais a serem usados e lista de presença.

Quem é você? Já parou para fazer a si mesmo este questionamento? Essa pergunta é relativa à identidade, implica em exposição pessoal, portanto nem todos sentem-se a vontade para dar resposta. É comum no primeiro dia de aula em cursos e atividades haver uma dinâmica com essa pergunta. Mesmo em cursos de EAD, é solicitado que o participante responsa no fórum, porém talvez seja mais fácil assim, pois ninguém precisa encarar os colegas e ainda há a opção de que responde se quiser. Muitos a vêem como uma invasão de privacidade, pois é totalmente diferente de perguntas básicas como por exemplo: "Qual seu nome?"; "Qual sua formação profissional?" Geralmente se dá uma resposta socialmente esperada, como: "Meu nome é fulano de tal"; "Sou arquiteto". Mas há os engraçadinhos que fazem questão de brincar nessa hora, como quando lhe perguntam "quem é você" e a resposta jocosa é: "filho de meu pai e de minha mãe". Isso denota implicação profunda de irritabilidade. Lidar com diferentes tipos de pessoas e suas personalidades podem causar um estresse significativo ao educador. É importante compreender o grau de implicação dos participantes, compreender em suas curtas narrações, a trajetória profissional, percebendo se as respostas são de cunho evasivo ou se são ultra concretas. 

No acolhimento, o educador deve explicitar o seu compromisso em se empenhar para que o processo de aprendizagem aconteça do melhor modo, partindo da criação de um ambiente agradável, não ameaçador. É quando o educador solicita a disposição da sala em semi-circulo e muitos não gostam da ideia ou não compreendem o por que em fazê-lo. Mas por que fazer o semi círculo? Essa disposição espacial favorece a concretização da presença individual e interação entre as pessoas, pois todos podem se ver e ouvir com facilidade. Desse modo, cria-se um ambiente participativo e de respeito mútuo e favorece o exercício de autoridade do educador na medida que os participantes ficam mais expostos e com mais dificuldade de se refugiar no grupo. Em suma, explicita que a participação de todos é bem vinda.

Que seja um ambiente envolvente e que haja uma relação de confiança entre o educando e o educador! 

A composição do acolhimento se dá:
  • Processo educativo como via de mão dupla
  • Ocorre quando há esforço bilateral
  • Empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro

Tem impacto direto na qualidade do acolhimento:


  • Compromisso e empenho para que o processo de aprendizagem aconteça do melhor modo possível
  • Interesse real na aprendizagem dos educandos será demonstrado trabalhando de maneira a criar ambiente agradável, não ameaçador e envolvente.
  • Busca de melhores e possíveis condições materiais de realização de ação educativa, dese posição de cadeiras até preparativos em relação ao conteúdo e disponibilidade para estar com os educandos.
  • Sempre analisar expectativas dos participantes com o que oferecerá
  • Compreender que o processo educativo é uma via de mão dupla
  • Refletir sobre o que lhe é apresentado e sua prática

O choque de realidade leva a uma reflexão, sendo assim o educando analisa como quer e como pode lidar com esse fato. Um exemplo clássico é quando um educador fala sobre a necessidade de consumo de vegetais, fibras e outras fontes ricas de alimento para um grupo de pessoa de baixa condição socioeconômica. Ele jamais poderá impor que essas pessoas venham a mudar instantaneamente seus hábitos alimentares, pois fatores como renda, cultura e outros mais pesam nas decisões. É dever do educador levar conhecimento e estimular que seja exercida a autonomia, de modo que o educando opte quanto ao que fazer para melhorar sua qualidade de vida. Com base nas informações oferecidas, ele pode traçar estratégias para aplicar na melhoria de sua saúde, assim como influenciar em benefício da coletividade.

Então, como ajudar pessoas  melhorar sua vida e até mesmo seu trabalho através do curso? Levar mais conhecimento ou informações são respostas banais. Portanto, é preciso dar mais indicativas de comprometimento. O papel do educador é oferecer a oportunidade de aprender a conduzir ações educativas aplicadas à saúde com maior qualidade e fundamentação teórica.

É preciso que se confira um grau de autonomia para estar ou não em sala, leva-se em conta o interesse pessoal, pois esse fator tem impacto direto no aproveitamento. Há os que pensam que o curso pode-lhe ser útil e há os que se questionam se ele servirá.

Quando a questão é "O que trouxe para este encontro?" As respostas para esta questão declaram o interesse e a vontade de aprender, tendo-se consciência que podem ou não corresponder ao real interesse. Deve-se reconhecer a 'bagagem' pessoal de experiência e conhecimento que são potenciais contribuições para o processo de ensino/aprendizagem. Num curso, deve-se combinar a apresentação de conteúdos com a problematização para estimular a refletir relações entre o que lhe é apresentado e sua prática.

A questão, "O que acho que vou levar deste encontro?" tem intuito em explorar expectativas dos participantes; quanto ao educador, reforçar objetivos do que propõe e alinhar a expectativa do participante com o que tem a oferecer.




Lembrando-se que o conhecimento apresentado em qualquer ação educativa vai ser confrontado com o saber prévio. Valorizar os aspectos subjetivos é valorizar o sujeito!





"A educação que se impõe aos que verdadeiramente se comprometem com a libertação não pode fundar-se numa compreensão dos homens como seres "vazios” a quem o mundo "encha” de conteúdos; não pode basear-se numa consciência espacializada, mecanicistamente compartimentada, mas nos homens como "corpos conscientes” e na consciência como consciência intencionada ao mundo. Não pode ser a do depósito de conteúdos, mas a da problematização dos homens em suas relações com o mundo." (Paulo Freire, 1974, Pedagogia do oprimido)






Idéias do post com base no curso de Educação do SESI

sábado, 25 de agosto de 2012

Para que serve a Educação em Saúde?



Pode-se afirmar que a educação é o principal instrumento de continuidade da vida humana, pois permite que a vida, a memória e a cultura de um determinado grupo continuem mesmo depois da morte dos indivíduos deste grupo social (MOREIRA, 2002: 120). 

Inicialmente, deve-se compreender que educar é diferente de informar. Informar é meramente dar respostas referentes a questionamentos, contudo educar envolve fatores subjetivos de modo a envolver o indivíduo. 

Educar, para que? Para mim, agregar conhecimento, formar ideologias e novos ideais, enxergar situações de modo mais amplo, ampliar visão crítica, formar cidadãos críticos, adquirir e exercer autonomia de modo que as pessoas assumam sua parcela de responsabilidade social. Além disso, a educação é um meio de inserção social, traz o indivíduo ao convívio e às realidades sociais. Assim como, capacita ao convívio social e ao adestramento das regras sociais, tais como exercer deveres de cidadania que permeiam o respeito às leis impostas para manutenção da ordem.


Pensar em educação, nos remete a refletir sobre o seu propósito e o modo de fazê-lo. Não há como dissociar o método de educar dos seus objetivos, portanto faz-se necessário racionalizar como deve ser feita a abordagem. Na minha concepção, não é qualquer um que pode assumir o papel de educador, pois para exercer esse trabalho requer troca, porém não são todos os indivíduos que estão aptos para tal, pois há quem mantenha uma postura unilateral. Eis ai um grande erro. Apenas ofertar informação não quer dizer exercer o papel de educador, pois pode-se incitar posturas rígidas e aversão a moralização, quando se condiciona comportamento. Porque a depender de como as informações são cedidas, as pessoas podem recebê-las como uma receita pronta de como devem agir e se comportar e não um estímulo para construírem por si próprias meios para tomarem decisões e adquirirem a capacidade de agirem por si, tendo autonomia. Quando você informa, automaticamente incita a racionalidade. A questão é estimular a autonomia dos indivíduos!


O educador deve permitir a troca de conhecimento com os educandos, valorizando os aspectos que os cercam como a cultura na qual estão inseridos, além de percepções e poder econômico, estimulando a visão crítica para que possam analisar por si só as condições em que vivem, seus hábitos e situações que interferem direta ou indiretamente na sua qualidade de vida. É imprescindível que não tente simplificar ou ignorar contradições sociais que está entre fatores determinantes e condicionantes de saúde, compreendendo que querer não é sinônimo de poder em alguns casos, sem considerar as limitações do indivíduo. 

As pessoas devem ser educadas de modo a aprenderem a avaliar e atuar na realidade, para que possam satisfazer suas próprias necessidades e desejos, tendo autonomia para cuidarem de si e de seus dependentes. O propósito de saberem cuidar de si, interfere na questão da responsabilidade social. Desenvolvendo suas competências em conciliar de modo harmônico a construção do seu bens estar, visando melhorias contínuas na qualidade de vida de forma individual e consequentemente no bem estar da coletividade. Tendo em vista que a educação é um instrumento que tem papel fundamental na manutenção da ordem social, pois foca na obediência a padrões, incluindo estéticos e de saúde, disciplina, esforço em corresponder expectativas pré-definidas. Exemplo disso, todos precisamos usar roupas independente de estilo. Vivemos numa sociedade em que precisamos usar peças, independente da quantidade de panos, que escondam nas mulheres, os seios e as genitálias no caso de ambos os gêneros.

Portanto, Educação em Saúde não significa 'amansar' o indivíduo e trazê-lo a realidade social de modo que partindo de atitudes próprias com autonomia possa mudar sua condição de saúde individual e coletiva, incentivando sua visão crítica para que exerça seu papel de cidadão com responsabilidade social.

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