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sábado, 7 de abril de 2012

Mapa do Amor (Ailton Amélio) Cap.2





Continuando com os comentários e resenha do livro "O mapa do amor", do autor Ailton Amélio. Esse segundo capítulo do livro, explana sobre locais e atividades que facilitam o inicio de relacionamentos amorosos. A publicação do livro foi em 2001, então não insere a internet como local comum para que tais relações ocorram. No final de 1999, eu já usava a internet e nesse período conheci uma pessoa usando a rede pelo velho Ninja (algumas pessoas devem lembrar desse cyberscript) e com ela mantive um relacionamento sério. Depois disso, o meu outro relacionamento, também foi iniciado pela internet, em 2003 e durou tempo suficiente. Ainda hoje, sinto mais facilidade em iniciar relacionamentos pela internet, apesar de muitos acreditarem ser perigoso iniciar um relacionamento dessa forma, mas pergunto: "Perigoso como?" Os riscos estão em todos os cantos. Você sai e é abordada por um estranho, em paralelo, você acessa um site e alguém te aborda no bate-papo; vocês conversam/teclam, cada qual fala o que acha que deve (nome, idade, atividade profissional, estuda o quê, o que gosta, etc). Em ambas situações, você buscará pontos de afinidade. Partindo daí, será avaliada a possibilidade de um outro encontro, sendo no caso do bate-papo um encontro real. O que implica quanto ao encontro pós internet, é onde você conhecerá a pessoa. Em ambos os casos, você não dirá nada sobre mundos e fundos que lhe pertencem ou qualquer informação que lhe deixará numa situação vulnerável, caso o sujeito não tenha boas intenções para com você. Atenção ao que se diz sempre para não entregar o ouro. Quanto ao que vocês farão na sequência, ai é problema de cada um. Cada cabeça, uma sentença! 

Mas dentro do contexto do livro, fala-se sobre a expansão do círculo social a fim de facilitar encontros, como aderir a novas práticas, participação de cursos como nos exemplos comparativos do inicio do capítulo, entre duas pessoas distintas, onde um não sai do círculo familiar e o outro que expandiu seus horizontes com a prática de um curso de língua estrangeira e um de dança. Há um teste no capítulo sobre características dos locais/atividades que facilitam o inicio de relacionamentos amorosos... só obtendo o livro para fazer a avaliação! É bom pensar estrategicamente no local para caçada, porque ficar em casa lendo, assistindo tv ou qualquer outra coisa do tipo que não te conecte ao mundo, dificulta e muito um encontro casual. Bem, pode ocorrer de um milagre cair do céu e um gato bata a sua porta, amigo de seu irmão ou um bofe perdido...kkk É surreal, mas nessa vida, tantas coisas que parecem impossíveis acabam acontecendo... quem sabe você caia nessa margem?



Para que se encontre um parceiro adequado, é importante que se avalie o local frequentado, assim como o perfil de pessoas que costumam frequentá-lo, além da disponibilidade dessas pessoas em uma aproximação. Bem lembrado que, o local seleciona o tipo de gente que o frequenta, por questões de custos, nível cultural. Dependendo de suas possibilidades, você tem acesso aos melhores estabelecimentos e cada lugar tem um perfil de público. Apenas o quantitativo não é suficiente para que se encontre alguém, há diversos fatores que conspiram para que tudo possa acontecer. Num ambiente onde pessoas frequentam constantemente, fica fácil traçar perfil dos outros frequentadores habituais e até mesmo de terem informações interessantes sobre estas pessoas. Exemplo disso, seu amigo curte um barzinho e é o point dele todo final de semana, ele saberá quem são os frequentadores assíduos e assim, poderá lhe passar informações sobre diversas pessoas, mesmo que ele não seja o melhor 'repórter balada'. Mas a frequência garante informações privilegiadas como, se aquele carinha por quem você se encantou, sempre vai sozinho ou acompanhado; se o outro que é a cara de Gianecchine é um pau d´água; e coisas do tipo. Apesar de locais terem frequentadores assíduos, sempre há as novidades que aparecem vez ou outra, e dispostos ao flerte.


Tudo é percebido por sinais, lembrando-se de que o corpo fala e às vezes, até grita!Mais adiante, o autor afirma sobre a relatividade de muitos ou poucos contatos para o inicio de um relacionamento amoroso, contato existente entre conhecidos que pode gerar um relacionamento ou por intermédio de outros, ou seja, apresentações por parte de um amigo em comum. Há também uma abordagem sobre facilitadores dos relacionamentos, como atividades que podem gerar uma proximidade, a exemplo da dança. Relevância ao fator iniciativa pessoal, sendo assim, há determinados lugares que tudo depende disso. Mas para os tímidos, isso é um grande problema! A empolgação de iniciar um namoro, mascara as consequências de iniciá-lo, que podem ser positivas ou não, a depender de como o outro receba esse flerte. Citadas pelo autor, a intrapsíquica , relacionada a autoestima que alça vôo quando conseguimos a conquista e a extrapsíquica, daquele constrangimento pós o fora da rejeição. É certo que quanto mais experiência na vida e no amor adquirimos, mais seletivos ficamos. Amor, amor, amor... falar de amor é bom! Um encontro ou um reencontro, um novo despertar, mas falar de amor sem falar de traição... 




No livro na pág.74 há uma anedota referente a um presidente, quanto ao assunto que ela carrega consigo e o que preocupa muita gente, está o interesse sexual e amoroso fora do relacionamento, "efeito da novidade ou efeito carne fresca". Sobre isso, há resultado de estudos, avaliações do autor que comenta sobre esse efeito novidade. Os locais pontuados no livro para encontros e analisados são: escola, trabalho, vizinhança, festa de conhecido, paqueródromo, sala de aula e praça pública. É interessante que a leitura seja feita na íntegra e que você responda aos testes propostos, assim como veja a análise dos resultados das pesquisas realizadas no estudo, ressalva que a internet não foi inclusa dentre os locais/atividades que facilitam relacionamentos amorosos.


(p.57-93)



domingo, 1 de abril de 2012

Mapa do Amor (Ailton Amélio) Cap.1

Este post é exclusivo sobre o primeiro capítulo do livro de Ailton Amélio

A discussão do primeiro capítulo de "O mapa do amor", do autor Ailton Amélio, é bem interessante e nos leva a fazer uma autoanálise de quem somos ante nossas relação amorosas e interpessoais. No primeiro capítulo, já me peguei pensando em como vejo o amor e em seu significado. Às vezes, vejo o amor entre homem e mulher como uma utopia, mas acredito na pureza dele quando se trata de laços reais entre mãe e filhos. Já fui mais aberta ao 'amor', acreditando na possibilidade de haver uma alma gêmea, mas isso deve ser possível, porém não creio na existência de príncipe encantado. Prefiro um ser humano cheio de qualidades e defeitos! Você já analisou a sua capacidade para sentir atração amorosa? Bem, segundo Ailton Amélio, "é imprescindível para o sucesso do início de um relacionamento amoroso." Nesse quesito, me sinto meio capenga...kkkk E mais, a atração é o divisor de águas, no sentido que nos leva a escolher amigos e amores/paixões. Além, de funcionar como 'fonte de energia' que nos leva a ações a fim de conquistar o alvo. Também são relatadas teorias sobre o amor, sobre o estilo de amor de Lee, a teoria do apego de Bowlby, aplicada ao amor romântico e a teoria da expansão do eu, de Aron e Aron. Um ponto importantíssimo, é a afirmação: "..., existem diversos tipos de amor." Sempre acreditei nisso, creio que não há uma forma única de amar e de demonstrar esse sentimento, até porque somos seres com essência distinta. E mesmo quem não viveu um amor, pode observar a vida alheia e tirar suas próprias conclusões. Está mais que claro que existe essa individualidade no modo operandi do amor, e quem não enxerga isso, certamente sofre consequências. 




Não seria muito interessante, viver na mesma frequência do mundo, seguindo a risca regras para algo tão peculiar como o amor, que o autor reconhece ter vários estilos e relata sobre a variedades de motivos para se apaixonar. Os estilos primários de amor abordados no livro são Eros, Estorge e Ludos. Me identifiquei com o Estorge, que acontece gradualmente, diferente de Eros, que é imediatista e o Ludos, um joguete onde participam pessoas diferentes e emoções não são levadas a sério. Também há os estilos secundários de amor, resultantes da fusão de estilos primários. São apresentadas tabelas referentes à pesquisas em diversos países sobre estilos de amor, quantitativos sobre relações amorosas, estado afetivo. Outro ponto interessante, é sobre a teoria do apego de John Bowlby, um psiquiatra inglês, relacionando a influência do estilo de apego de quem cuida ao comportamento a ser desenvolvido pela criança cuidada. Porém, um estudo descrito e exposto em tabela no livro, afirma que quanto mais velha é a pessoa menor se torna a influência de quem a cuidou, devido às suas experiência de vida e de outras relações. Vejo, partindo do princípio que nós humanos somos como buchas, absorvemos tudo o que nos cerca e cabe a nós decidirmos como agiremos ante às situações e como estabeleceremos relações. Essa teoria é subdividida em três estilos: seguro (consegue estabelecer facilmente relação íntima), ansioso ambivalente (inseguro quanto à postura do outro) e evitativo (teme confiar no outro). Outra teoria relatada, é a 'Teoria da Expansão do Eu', que afirma que para que alguém se apaixone requer afinidade, é preciso que haja uma percepção de que é possível a formação de unidade amorosa, de modo que o casal se complete. No nosso meio de convívio, há sempre alguém que por uma particularidade nos chame atenção, mesmo que não seja recíproco, mas é fato comum. Geralmente, há algo na outra pessoa que gostaríamos de ter como uma característica nossa, então essa união nos leva a integrar estas características. O exemplo citado no livro, é bem definido, quando alguém é capaz de ampliar o universo do parceiro, tornando sua vida mais feliz, permitindo a expansão de seus horizontes. Havendo uma integração das partes, ambos sentem-se completos.


A capacidade de sentir atração amorosa varia entre os indivíduos, mesmo estando num relacionamento, tanto para o homem quanto para a mulher, é possível desenvolver atração por outros, sendo mais fácil para o homem. Nós mulheres, somos mais seletivas, nossa lista de pré-requisitos para isso não é tão simples, ao contrário dos homens. Eles se entregam mais facilmente à superficialidade de relações, enquanto as mulheres são dadas aos amores intensos. Embora a fidelidade, não seja garantida pela formação de compromisso, ao estabelecermos laços afetivos torna-se possível um autocontrole maior, mas não garante evidentemente. Porque podemos sucumbir a tentação.


Outro dado apontado pelo capítulo é sobre casamentos, referente a pesquisa efetuada por Levine et al. (1995), colocando o amor como um elemento importante para o casamento principalmente na cultura ocidental e a mesma pesquisa evidencia uma transição nas opiniões entre países como Índia e Paquistão, onde o casamento arranjado é comum.




Para saber mais detalhes, recomendo comprar o livro. É possível compreender a mensagem, lendo  os capítulos aleatoriamente. Comecei assim, depois fiz a leitura de modo mais atencioso, do inicio ao fim.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Livro 10 - O mapa do amor




  • O Mapa do Amor- Tudo o que você queria saber sobre o amor e ninguém sabia responder. Fundamentado em pesquisas nacionais e internacionais, Ailton Amélio desvenda a trama intricada dos relacionamentos amorosos, desde as formas de abordagem mais comuns entre os casais: o jeito de olhar, a postura durante o jogo da conquista, o gestual e os diálogos até as situações limitadoras desse envolvimento, como a timidez.

  • Editora: Gente
  • Autor: Ailton Amélio

    Ano: 2001

  • Edição: 4
  • Número de páginas: 309

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