quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

De olhos bem fechados...


Quando fecho os olhos, permito à minha mente vagar para as fantasias que não são da conta de ninguém. Onde quer que o desejo me guie, posso seguir passos invisíveis e me perder nas verdades que costumo omitir para mim e para o mundo. Planejo e atuo no meu imaginário, flutuo na inércia e no nada, sem medo de cair no ridículo dos meus devaneios. Posso me deleitar nos meus sentimentos profundamente sem temer me machucar, porque em meu mundo mando eu. Nada pode me ferir, nada pode me deter. Sou a dona da verdade, da minha verdade que não quero partilhar na realidade insana do mundo que existe do lado de fora. Enquanto a porta estiver fechada, posso ser eu mesma. Mas quando ela se abre, tenho que retornar ao mundo e encarar a hipocrisia e as incertezas da realidade que se estendem diante de mim. Reconhecendo a guerreira que sou e me lançando às batalhas sem trégua que a vida me impõe a lutar. Contudo, posso sempre fechar as portas e desfrutar da paz que me proponho. Usufruindo do meu refúgio, onde ninguém mais consegue ultrapassar.

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