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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Saúde: Uso de ácido fólico na gestação


É de extrema importância o planejamento da gravidez, para evitar consequências psíquicas e físicas tanto para a mãe quanto para o bebê. Óbvio que muitos casos de gravidez não programada trazem felicitações indescritíveis para alguns, mas a importância do planejamento está na prevenção. Algumas mulheres, ao decidir por engravidar, preparam-se  indo a consulta com o gineco-obstetra e são orientadas a tomar com antecedência de 1 mês, o ácido fólico. Mas em muitos casos, quando a mulher descobre a gravidez, já a ocorreu a formação do tubo neural, então não adianta querer exagerar na dose. Independente de uma excelente alimentação, faz-se necessário o uso do ácido fólico conforme prescrição médica.


O ácido fólico é uma vitamina do complexo B (B9) e pode ser encontrado em alimentos como cenoura, espinafre, fígado, vegetais de folha verde-escura, gema de ovo, aspargo, brócolis, tomate, almeirão, rúcula, couve, abóbora, chicória, agrião, grãos, caju e principalmente as frutas cítricas, os mais ácidos possuem maiores teores da vitamina. Mesmo o alimento sendo rico na vitamina, sua porcentagem é reduzida devido ao cozimento que reduz sua ação.

Objetivo do Ácido Fólico é prevenir mal formação do tubo neural durante os primeiros meses de formação do feto. 

"O ácido fólico tem um papel fundamental no processo da multiplicação celular, sendo, portanto, imprescindível durante a gravidez. O folato interfere com o aumento dos eritócitos, o alargamento do útero e o crescimento da placenta e do feto." (Scholl, T.O.; Johnson, W.G. Folic acid: influence on the outcome of pregnancy. Am J Clin Nutr 2000; 71(5 Suppl):1295S-303S.)

Uso de ácido fólico preconizado pela Organização Mundial da Saúde é de 0,40g% ao dia, ou seja, 0,4 mg ao dia de ácido fólico no primeiro trimestre da gestação. Caso a gestante, tenha histórico de filhos com alterações na formação do tubo neural, merecem atenção redobrada e a prescrição será diferenciada.

Formação do tubo neural 

O tubo neural é a estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal

Período embrionário: Vai da 3ª semana até o 2º mês. 

Neste período ocorrem:

a) Gastrulação: formação de camadas germinativas
b) Neurulação: formação do tubo neural
c) Formação da notocorda
d) Desenvolvimento do celoma intra-embrionário
e) Desenvolvimento dos somitos
f) Desenvolvimento do sistema cardiovascular primitivo
g) Desenvolvimento das vilosidades coriônicas terciárias

Neurulação – nesta fase ocorre o surgimento do tubo neural, da notocorda, do mesoderma intra-embrionário e do celoma. Para a formação do tubo neural, as células da ectoderme presentes na porção mediana da região dorsal, ao longo de todo o embrião, sofrem um achatamento, constituindo a placa neural. Posteriormente, a placa neural invagina-se, formando o sulco neural, que se aprofunda e funde os seus bordos, constituindo o tubo neural, responsável pela formação do sistema nervoso do embrião.


Na falta do ácido fólico, o tubo neural pode não se fechar completamente, causando alterações como anencefalia, quando o bebê nasce com uma pequena parte ou mesmo com ausência de cérebro levando a morte poucos dias depois do nascimento, ou espinha bífida, que é a exposição da medula espinhal e que deixa sequelas de graus variados. 



Anencefalia consiste em malformação rara do tubo neural acontecida entre o 16° e o 26° dia de gestação, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, proveniente de defeito de fechamento do tubo neural durante a formação embrionária. Estas gestações em geral resultam em aborto e aqueles nascidos vivos morrem poucas horas, ou dias, após o parto. No Brasil, desde abril deste ano de 2012 o aborto de bebês anencéfalos foi descriminalizado, e pode ser feito com assistência médica na rede de saúde. Contudo, cabe à mulher decidir se prossegue ou não com a gestação. 

E ainda,  espinha bífida que ocorre quando a extremidade inferior do tubo neural não se fecha, causando danos medulares significativos. Apesar da possível correção cirúrgica, a lesão nervosa é permanente e resulta em níveis diversos de paralisia dos membros inferiores, bexiga e intestino. Além do comprometimento físico, a maior parte dos indivíduos afetados também apresenta dificuldade de aprendizado.


A dose preconizada para esta prevenção é de 400 microgramas por dia, no período de pelo menos 3 meses antes da gravidez. 

Uma dose que será mantida no início da gestação, o problema é que hoje em dias muitos alimentos são fortificados com o ácido fólico e neste caso há um risco das mulheres virem a receber uma dose exagerada da vitamina. Esta questão polêmica foi respondida por um estudo americano realizado na Carolina do Norte que objetivou avaliar a proporção de mulheres que tomam ácido fólico (AF) em doses superiores ao recomendado. Para isso eles entrevistaram mais de 500 gestantes para obter dados sobre padrão nutricional ante e durante a gravidez. A boa notícia é que antes da gravidez, metade das mulheres fez a suplementação de ácido fólico. Na gestação, este número sobre para 2 em cada 3 mulheres. Porém, antes e durante a gravidez, 11% das mulheres excederam a dose máxima de 1000 mg/dia. Em geral, este hábito foi mais frequente nas mulheres da etnia brancas. Embora o estudo tenha sido conduzido nos Estados Unidos ele levanta tema interessante para todas as gestantes, que nem sempre tem um controle apurado da ingestão alimentar. Isso possivelmente se aplica às gestantes brasileiras. Para os autores é recomendado monitorizar os níveis de ácido fólico no organismo e nas dietas das gestantes. A questão subseqüente é sobre os eventuais efeitos do excesso de ácido fólico sobre o futuro bebê. Alguns estudos estão em andamento para identificar possíveis efeitos genéticos e não-genotóxicos destas doses elevadas. Mas não se pode garantir que a suplementação de ácido fólico seja inócua, apenas porque se trata de uma vitamina. Vitamina, em excesso e sem indicação, também pode fazer mal. É aquela velha história de que uma coisa boa, quando em excesso, pode se tornar ruim. (Hoyo et al. Folic acid supplementation before and during pregnancy in the Newborn Epigenetics STudy (NEST). BMC Public Health 2011,11(1):46).

quarta-feira, 21 de março de 2012

Conhecendo a Síndrome de Down


Dia Internacional da Síndrome de Down
21 de março 

Sábado, fato raro, eu em casa sentada com minha família assistindo ao Programa de Xuxa, com a temática "Síndrome de Down". Achei lindíssimo! A alegria da espevitada Fernandinha Honorato e toda desenvoltura contagiante. Para assistir, clicar em Fernanda Honorato - TV XUXA); a exibição de talentos especiais apresentados por Fly, prodígios como Luzia Mei, Camila Tamara, Alexandre Oliveira, Leonardo Ferrari e outros. Ver em Talentos especiais; a divulgação de 'Colegas - O filme' do , tendo como protagonistas Breno Viola, o primeiro down faixa preta de judô das Américas, uma simpatia e total auto-estima, além do casal Rita Pokk e Ariel Goldenberg, que  viveram de fato uma história de amor e compreendidos pelas famílias de ambos, vivenciaram a cerimônia e lua-de-mel, vivem na mais perfeita sintonia. Ver em Elenco de 'Colegas - O filme' e muitas outras coisas. Mas talentos são revelados na tv constantemente, porém infelizmente o que diferencia muitas dessas pessoas é a questão de oportunidade. Cientes de que as condições socioeconômicas é o ponto que mais se destaca quanto aos cuidados de pessoas com Síndrome de Down. Sabemos que o estímulo precoce é imprescindível no que diz respeito a qualidade de vida dessas pessoas e também para suas famílias. 



Existem ONGs em todo o país, contudo a falta de recursos  para mantê-las, enfraquece suas ações. A questão é, mobilização e esclarecimento! A sociedade precisa conhecer o que é Síndrome de Down e reconhecer que não se caracteriza uma doença. É muito pouco, mas o processo de inclusão social vem ocorrendo, mesmo com estímulo da mídia, mas ainda há resistência por parte das pessoas. Quem convive com pessoas especiais, conseguem ter uma visão distinta de como e quem são essas pessoas. As demostrações de carinho verdadeiras, o amor transparente e a energia leve que emanam. É preciso ver além de características físicas, é preciso barrar o preconceito!


A síndrome de Down é uma alteração genética que ocorre na formação do feto mais especificamente no período de divisão celular. A maioria dos casos de portadores da trissomia do 21 é causada pela não–disjunção, resultando em um cromossomo extra. Os demais pacientes possuem anormalidades cromossômicas que apresentam um número normal de cromossomo, porém a alteração é do tipo translocação, e mosaicismo, o qual, algumas células possuem o cariótipo normal, contendo aberrações cromossômicas; no entanto este último tipo é raro com ocorrência aproximada de 1 a 2%. As características comuns da síndrome de Down são maiores que as diferenças raciais, o aspecto facial é tão típico nos pacientes com trissomia do 21 que, tendem a ter feições mais semelhantes com outros pacientes com a trissomia do 21 do que às de seus próprios irmãos (THOMPSON, 1993). A adição de um pequeno autossoma, o cromossomo 21, ao complemento normal (47, +21) causa a Síndrome de Down. 


Os cromossomos pareados não se separam de forma apropriada para os pólos na anáfase (fase da mitose e da meiose em que os centrômeros se separam e as cromátides migram para pólos opostos), e como resultado um dos gametas (célula sexuada e haplóide dos seres vivos, encarregada da reprodução mediante a fecundação ou fusão nuclear), receberá dois cromossomos 21 e o outro, nenhum (Nussbaum, 2002). Trocando em miúdos, a Síndrome de Down se dá, quando o indivíduo nasce com três cópias do cromossomo 21. Hoje, dia 21 de março é o dia Internacional da Síndrome de Down. A data escolhida é simbólica e justificada por essa razão. A ONU oficializou essa data, escolhida pela Down Syndrome International em 2006, com apoio de mais de 180 países. 

Características Físicas da Síndrome de Down. (GRIFFITHS, 2006, p. 534) 



Como detectar a Síndrome de Down?


A translucência nucal (ou TN) é uma medida realizada na região da nuca do feto. Esta medida ajuda a estimar o risco do feto ter algumas doenças, entre elas a Síndrome de Down e as cardiopatias congênitas. Fetos com malformações ou doenças genéticas possuem uma tendência a acumular liquido na região da nuca. Portanto uma medida aumentada significa um aumento de risco. Mais informações em Fetalmed.net


A amniocentese é um exame invasivo no qual uma amostra do líquido amniótico é retirada de dentro do útero e examinada em laboratório, para determinar se o bebê possui algum problema de saúde. Trata-se de um exame diagnóstico, o que significa que é capaz de dizer praticamente com certeza se o bebê tem ou não determinado problema. A amniocentese é um dos grandes avanços no acompanhamento da gravidez. Além de diagnosticar síndromes cromossômicas (como a síndrome de Down), também revela o sexo do bebê e a maturidade dos pulmões dele.  Esse exame não é realizado de rotina numa gravidez normal. A indicação para o exame é o fato de a mãe apresentar um risco maior de ter um bebê com síndrome de Down, como ter mais de 35 anos de idade ou casos de anormalidades congênitas ou genéticas na família, tanto da mãe quanto do pai. Também pode haver indicação para a amniocentese se o médico tiver detectado alguma alteração no exame de translucência nucal, realizado por ultra-som entre a 11a e a 13a semana de gravidez. Normalmente, o exame é feito a pedido dos pais, e não por indicação médica. Mais informações em BabyCenter


A Síndrome de Down é uma condição genética, reconhecida há mais de um século por John Langdon Down (DOWN, 1886). Para o diagnóstico, Lefèvre (1981, p.19) destaca do quadro clínico geral o aspecto da face, a hipotonia, as mãos e um retardo variável no desenvolvimento psicomotor. Devido ao amadurecimento  constante do seu Sistema Nervoso Central (Lefévre A., 1981, p.17), esta criança se desenvolverá diariamente e, mesmo que este caminhar seja bem mais vagaroso, evoluirá patentemente em inteligência e habilidades até a idade  adulta. 


Murahovschi (2003) refere que os problemas associados à Síndrome de Down, geralmente são as principais causas da alta taxa de mortalidade de seus portadores. Ele lista os principais problemas: Problemas cardíacos (cardiopatias congênitas); Malformações gastrintestinais, como obstrução intestinal no recém-nascido e distúrbio de sucção com dificuldades de alimentação, também são freqüentes; Distúrbios hematológicos, principalmente a leucemia; Problemas oftalmológicos, em destaque o estrabismo, catarata, glaucoma e nistagmo transitórios; Defeitos dentários, como a má oclusão e a mordida cruzada posterior; Distúrbios ortopédicos, com subluxação da bacia e joelhos, pronação de pé e pé chato; Problemas imunológicos, com aumento da suscetibilidade a infecções respiratórias e doenças auto-imunes;Problemas respiratórios, pela suscetibilidade a infecções neste sistema; Problemas cognitivos, como retardo mental de leve a moderado. O avanço tecnológico associado ao aumento nos cuidados da saúde das crianças excepcionais, houve um aumento na expectativa de vidas das pessoas afetadas. 


Atualmente, as pessoas com Síndrome de Down estão chegando à terceira idade, principalmente nos países desenvolvidos. No Brasil não existem dados precisos sobre a expectativa de vidas das pessoas com Síndrome de Down, mas acredita-se que esteja em torno dos 60 anos de idade. (BEZERRA, 2005). O importante é dedicação, cuidado e respeito como em qualquer situação, uma diferença quanto as características de alguém e uma alteração no aprendizado, não tiram o mérito de ninguém. 


REFERÊNCIAS

DOWN, J.L. Observations on the ethnic classification of idiots. London Hospital Clinical Lectures and Reports 1886;3:259-62

GRIFFTHS, A. et al. Introdução a Genética, 8 Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

LEFÈVRE, B. H. Mongolismo:  orientação para famílias. São Paulo: Almed, 1981. 

MURAHOVSCHI, J. Pediatria – Diagnóstico e Tratamento, 6 Ed. São Paulo: Sarvier, 2003 

THOMPSON, M.; MCLNNES, R.; WILLARD, H.Thompson&Thompson Genética Médica. 5ªed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A.1993. 



O Portal Síndrome de Down publicou um Guia de Saúde, para acessar click em Guia por sindromededown.com. OBS.: Este guia não substitui acompanhamento médico.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Saúde: Farinha de Maracujá



 Maracujá

As propriedades sedativas do maracujá são conhecidas há muito tempo, especialmente quando se utiliza a infusão ou tintura das folhas (Guertzenstein, 1998; Oliveira et al., 2002). Recentemente, porém, foi descrita uma nova propriedade relacionada ao fruto: a atividade hipoglicemiante da farinha produzida a partir de sua casca (Guertzenstein, 1998; Petry et al., 2001). A casca de maracujá é rica em pectina, uma fração de fibra solúvel capaz de ligar-se à água e formar compostos de alta viscosidade, conferindo-lhe efeitos fisiológicos peculiares (Sanderson, 1981). A hidratação da fibra ocorre pela adsorção de água à sua superfície ou pela incorporação ao interstício macromolecular (Schweizer & Wursch, 1991). Na mucosa intestinal há formação de uma camada gelatinosa, que altera a difusão e absorção de nutrientes. Em função dessa maior viscosidade do conteúdo entérico, efeitos críticos regulam a resposta metabólica à carga de nutrientes (Brown et al., 1979; Schneeman, 1986), como por exemplo, o decréscimo na absorção de carboidratos pelo organismo, mecanismo que pode explicar sua ação hipoglicemiante (Trowell, 1978).





Solange Miranda Junqueira Guertzenstein, do Centro Universitário São Camilo, em São Paulo, baseou sua tese de mestrado sobre glicemia na pesquisa. "Depois de consumida, a pectina se transforma em um gel que não é absorvido no processo da digestão", explica. "Assim, durante seu trajeto entre a boca e o intestino, ela carrega consigo não apenas a glicose, mas também o colesterol dos alimentos, até eliminá-los no bolo fecal." Ou seja, o produto do maracujá beneficia também quem apresenta altas taxas dessa gordura arriscada para as artérias. Segundo Solange, a farinha conta com 20% de pectina, o que também favorece a perda de peso. "Essa espécie de gelatina faz volume dentro do estômago e dá saciedade", garante. PECTINA é uma espécie de fibra solúvel que, junto com a celulose e a lignina, compõe a parede celular das plantas. "Está em todas as frutas, mas a maçã, a pêra, a laranja, o limão e o pêssego são especialmente ricos nela", revela a farmacêutica bioquímica Maria Helene Canteri Schemin, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O endocrinologista Fadlo Fraige Filho, presidente da Associação Nacional de Assistência ao Diabético, reconhece a ação da pectina no combate aos picos de insulina, mas ressalva: "Qualquer alimento rico em fibras pode produzir o mesmo efeito". A questão é que muitas das frutas cheias de pectina têm também muito açúcar. Está aí uma vantagem da farinha de maracujá.

Fonte: Saúde/Abril


A farinha de maracujá faz o corpo absorver menos gordura. ''Ela vira uma fibra gelatinosa, que gruda nas moléculas de gordura e as faz passarem direto pelo sistema digestivo, sem serem absorvidas'', diz a nutricionista Fernanda Machado. Uma pesquisa de cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e das universidades Federal e Estadual da Paraíba provou que dá pra emagrecer com a farinha sem mudar hábitos alimentares ou fazer exercícios. No estudo, 19 mulheres consumiram 30 g do produto por dia durante dois meses, pouco mais de 1 colher (sopa) diária. Cada uma perdeu quase 2 kg! Mas atenção: comer a farinha pura pode causar gases. Por isso, misture-a a sucos, vitaminas, bolos ou frutas amassadas. Quem não apreciar o gosto pode comprar a cápsula de fibra de maracujá concentrada. A de 400 mg, quando tomada com um copo de água meia hora antes da refeição, equivale a 2 colheres (sobremesa) da farinha. Se preferir, faça a farinha em casa. É fácil e econômico.

Farinha de Maracujá

Lave bem 6 maracujás e retire as polpas, que podem ser usadas em sucos ou receitas diversas. Corte as cascas em fatias finas e distribua-as numa fôrma. Leve ao forno baixo e deixe secar. Retire do forno antes de torrar e espere esfriar. Coloque no liquidificador e bata até virar pó. Passe a farinha por uma peneira fina.

OBS.: A polpa pode ser usada para suco ou para outras receitas.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Saúde da Mulher: Pílula do Dia Seguinte



Muitas mulheres já passaram pela situação, onde depois de uma relação sexual sem uso de camisinha ou pela falta de adoção de algum método contraceptivo no meio do ciclo menstrual, entrou em pânico pela possibilidade de uma gestação não planejada. Então, para evitar que a gestação ocorra, recorrem ao uso de contraceptivo de emergência.  Como a denominação indica, é para EMERGÊNCIA!

Pílula do dia seguinte não deve ser adotada como método contraceptivo!!

A Anticoncepção de Emergência (AE), também conhecida por pílula pós-coital, pílula do dia seguinte e contracepção de emergência (CE), é uma tecnologia aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e está inserida nos recursos disponíveis às mulheres que constam na Política Nacional de Saúde da Mulher do MS (BRASIL, 2004). O Ministério da Saúde indicou a utilização da AE somente em casos de emergência e não como método anticoncepcional de uso rotineiro (BRASIL, 2005). 



As pílulas de CE começaram a ser disponibilizadas no mercado brasileiro a partir de 1999, e após 2000 estavam disponíveis através do Ministério da Saúde para atendimento às mulheres vítimas de violência sexual e em 2002 pelo Programa de Planejamento Familiar (FIGUEIREDO, 2004).




Nos EUA, em 24 de agosto de 2006, o FDA (que regulamenta a fabricação de remédios nos EUA) aprovou a venda sem receita de uma pílula do dia seguinte para mulheres com 18 anos ou mais. O nome genérico desse contraceptivo é Levonorgestrel. Ele também é conhecido pelo nome de Plano B. Essa versão da pílula foi aprovada nos EUA em 1999, mas na época não podia ser vendida sem receita. Também foi em 1999 que esse método chegou ao Brasil.

Fonte: HowStuffWorks Brasil


 Levonorgestrel é um tipo de progesterona sintética. Para utilização na contracepção de emergência 0,75 mg, uma dose até 72 horas do ocorrido e mais uma dose após 12 horas de ter tomado a primeira pílula ou a apresentação que conta com 1,5 mg de levonorgestrel e seu uso é em única dose, o mais rápido possível após o incidente, num limite de até 72 h. 



Educação sexual x Escola x Família

Acredito ser necessária a implementação de educação em saúde antes mesmo da primeira menstruação, pois familiarizar o indivíduo com seu corpo, explanar sobre mudanças naturais que ocorrem na puberdade, orientando sobre as mudanças contínuas que naturalmente ocorrerão, suaviza essa fase de mudança. Infelizmente, muitos genitores não estão preparados para orientar os filhos e deixam que a vida se encarregue de ensiná-los, o que muitas vezes leva a consequências diversas. Ou então, transfere essa responsabilidade para a escola. Devido aos altos índices de gestação na adolescência, algumas escolas integram projetos que abordam temas que referem o assunto a fim de sanar dúvidas, conscientizar, socializar e de certa forma, amenizar conceitos empregnados de mitos e tabus. Quanto antes inserir a idéia de responsabilidade e consciência maiores são as chances de evitar dramas ou tragédias familiares.



Muitas pessoas descuidam-se, por acreditar que nada pode lhe acontecer em determinado momento, ou por ser uma rapidinha e creditam confiança no contraceptivo de emergência. Quando o uso é feito corretamente, seu eficácia é melhor garatida. Wellbery (2000) relatou redução de 75% no número de gestações indesejadas com o uso deste método. Mas algumas pessoas tem utilizado essa pílula constantemente sem pensar nas consequências.

É  importante a adoção de método contraceptivo!

O mais importante é fazer uso de dupla proteção, ou seja, camisinha + pílula; camisinha + injetável; camisinha + DIU, etc. Não esqueça que apenas método de barreira como camisinha pode evitar HIV/AIDS. As opções de métodos contraceptivos são diversas: Para as esquecidas existe o anticoncepcional injetável; Para as organizadas e que adoram rotina o anticoncepcional oral; Para as que querem maior comodidade, os implantes intradérmicos; Para tantas existe DIU, Anel Vaginal e tantas outras opções.


A pílula do dia seguinte não é tão efetiva quando a mulher está mais fértil. 

Quem afirma é a ginecologista Kate Guthrie. Segundo ela, a pílula Levonelle One Step, oferecida pelo Serviço Britânico de Aconselhamento na Gravidez (BPAS), mostra-se sem efeito durante cinco dias acerca da ovulação. A doutora está preocupada que as mulheres possam tomar o medicam HowStuffWorks Brasil ento durante esses dias férteis, pensando erroneamente estar evitando a gravidez. Ela afirma que “há evidências claras de que ela não é efetiva nos dias anteriores à ovulação, e provavelmente muito pouco efetiva nas 36 horas seguintes”. O objetivo da campanha da BPAS é diminuir o número de mulheres que procuram fazer abortos durante a época do Natal. A ideia é que elas tomem a pílula na manhã seguinte ao incidente, ao invés de marcar uma consulta, o que pode ser complicado nessa época do ano. Parte do pensamento, de acordo com o Serviço, é que “quanto mais cedo a pílula for tomada, após o sexo sem proteção, mais efetiva é”. Guthrie concorda com isso, comentando que a Levonelle deveria ser sempre usada em até 72 horas após o ato. Entretanto, ela está preocupada com a informação insuficiente sobre as limitações do remédio. Ao mesmo tempo em que ela fica feliz com o acesso à medicação de emergência, comenta que “você precisa saber o quão efetiva ela é”. Um guia publicado em agosto afirma que a Levonelle “não se mostrou melhor do que placebo na supressão da ovulação quando tomado imediatamente antes da ovulação, e não parece efetiva uma vez que o processo de fertilização ocorreu”. Se o objetivo é interromper uma gravidez, essa pode não ser uma forma efetiva.

Fonte: http://hypescience.com/pilula-do-dia-seguinte-nao-e-tao-efetiva-em-dias-ferteis/

OBS.: A Levonelle One Step tem como substância ativa o levonorgestrel


ATENÇÃO

Independente da situação, deve-se buscar orientação profissional 
para evitar riscos ou agravos à saúde.


REFERÊNCIA

BRASIL. Ministério da Saúde. Anticoncepção de emergência: perguntas e respostas para profissionais de saúde. Série Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Caderno nº 3. Brasília, 2005. 

_______.Direitos sexuais, direitos reprodutivos e métodos anticoncepcionais.  Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.

_______Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: princípios e diretrizes / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília, 2004, 82p.

FIGUEIREDO, R. Contracepção de emergência no Brasil: necessidade, acesso e política nacional. Revista de Saúde Sexual e Reprodutiva. [ periódico on-line]. 2004 set [citado 2011 dez 16]. Disponível em: http://www.ipas.org.br/revista/set04.html 
 
WELLBERY, C. Emergency contraception. Arch Fam Med 2000; 9:642-6.

O que contém no velho cigarrinho?


Não está acreditando?


 Pois deveria!

Leia abaixo informações obtidas de um artigo científico, denominado "A ratificação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco pelo Brasil: uma questão de saúde pública ", cuja a autoria é de Ricardo Henrique Sampaio Meireles, Presidente da Comissão de Tabagismo da SBPT. Este artigo foi publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, vol.32 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2006

Meireles (2006) alerta que o tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maior causa isolada evitável de mortes no mundo, devido à dependência à nicotina, presente em todos os derivados do tabaco. Essa dependência obriga o fumante a se expor a cerca de 4.720 substâncias tóxicas presentes na composição da fumaça do tabaco. Por conta disso, cerca de 50 doenças estão relacionadas ao uso do tabaco, a maioria delas fatal, como os diversos tipos de cânceres, e doenças respiratórias e cardiovasculares. Comprovadamente, os não fumantes que convivem com fumantes em ambientes fechados tornam-se fumantes passivos e também podem adoecer pelas mesmas doenças acima relacionadas. Cinco milhões de pessoas morrem por ano no mundo devido ao tabagismo. No Brasil morrem 200 mil. Caso nada seja feito objetivando reverter esse quadro, a estimativa da OMS é que 10 milhões de mortes em 2030 serão diretamente relacionadas ao tabagismo e 70% delas acontecerão em países em desenvolvimento.
 
 O que é Convenção-Quadro?

Meireles (2006) explica que para se contrapor a essa verdadeira pandemia, 192 Estados Membros da OMS elaboraram, durante quatro anos, o primeiro tratado internacional de saúde pública da história da humanidade: a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT). Esse tratado, que entrou em vigor em fevereiro de 2005, após 40 países o terem ratificado, tem como objetivo proteger a população mundial e suas gerações futuras das devastadoras conseqüências geradas pelo consumo e exposição à fumaça do tabaco A partir dele, o controle do tabaco passa a ser encarado como uma questão ética e de responsabilidade social dos governos para com suas populações. 

Apesar de o Brasil ser hoje o maior exportador e o segundo maior produtor de tabaco em todo o mundo, nosso país possui um dos programas de controle do tabagismo mais avançados do mundo. Praticamente todas as proposições da CQCT já vêm sendo cumpridas em nosso país. A prevalência de fumantes no país foi reduzida de 32% em 1989 para 19% em 2003. No mesmo período houve uma importante queda do consumo per capita de cigarros, em 32%. Por conta disso, o Brasil foi escolhido para liderar as negociações que culminaram com a aprovação do texto final, além de ter sido o segundo país a assinar a Convenção, no primeiro dia disponível. Porém, para que o Brasil aderisse à CQCT, seu texto teve que ser aprovado pelo Congresso Nacio-nal e ratificado pelo Presidente da República. Nesse ponto, a Câmara dos Deputados agiu com a rapidez que o caso requeria, aprovando a CQCT, por acordo de lideranças em 31 de maio de 2004, e remetendo-a ao Senado Federal. No Senado, a aprovação do texto da Convenção enfrentou um forte lobby contrário, promovido pela indústria do tabaco. Houve várias audiências públicas e análise do texto por três comissões, com o objetivo de retardar sua ratificação. Dessa forma, o texto da CQCT tramitou durante mais de um ano, até ser aprovado em plenário no dia 27 de outubro de 2005.


REFERÊNCIA

MEIRELLES, Ricardo Henrique Sampaio. A ratificação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco pelo Brasil: uma questão de saúde pública. J. bras. pneumol.,  São Paulo,  v. 32,  n. 1, Feb.  2006 .
   
Leia o artigo na íntegra, acesse em:
http://www.scielo.b/scielo.php?script=sci_arttextpid=S1806-37132006000100002



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Caminhada e seus benefícios



Ontem, como planejado fui fazer uma caminhada que durou 1h30, me fez um bem enorme. Porém, acordei mais tarde do que o programado, ás 10:30h. O problema foi que sai apressada, pois já eram 11h, acabei esquecendo dois itens de extrema importância: garrafinha de água e protetor solar. Com o sol que fez ontem o dia todo, me queimei demais e fiquei toda ardida.


Antes da caminhada


Para os sedentários: Aizenman (2002) nos fala que ao iniciar a prática da caminhada nós devemos começar devagar e ir aumentando gradualmente o ritmo de duração da caminhada.

Mas, destacando os benefícios da caminhada: 

1 - Faz bem para o corpo e para mente. É nesse momento que penso em mil e uma coisas, faço alguns planejamentos.

2 - Se faz tempo que você é adepto ao sedentarismo, nunca é tarde para calçar um tênis apropriado, fazer um alongamento e pé na avenida, ou na praia ou onde quer que você vá para esse fim.

3 - Queima calorias, dá uma boa enxugada naquelas gordurinhas odiáveis. Sem falar que se for regular, permite que você entre naquele jeans tão amado.

4 - Propicia relaxamento e te faz dormir melhor. Hypescience traz que " andar pode aumentar os níveis de serotonina, o hormônio da felicidade, que relaxa seu corpo. O aumento na temperatura corporal que a caminhada gera pode sinalizar o seu cérebro para baixar a temperatura em seguida, o que promove o sono. Evite andar duas horas antes de ir para a cama. É muito tarde para resfriar o corpo."

5 - Fortalece o sistema músculo esquelético. A prática de atividade física produz adaptações biológicas que propiciam a melhora no funcionamento de vários órgãos e sistemas e no desempenho de habilidades motoras, auxiliam na prevenção de várias doenças, normalizam o estado emocional e facilitam a socialização (BALADY et al., 1994).

6 - Quanto ao ritmo, Lima (1998, p.45) relata que tanto o aumento como a diminuição dos passos em relação ao seu comprimento natural, vão aumentar o consumo de oxigênio e, consequentemente, o gasto calórico." Segundo este mesmo autor, caso o objetivo seja um maior gasto calórico, como nas caminhadas que auxiliam às dietas para emagrecimento, sugere-se que o ritmo de suas passadas naturais sejam modificados no sentido de caminhar com passos mais largos do que o normal. Se por algum motivo ele não conseguir se adaptar aos passos maiores, pode passar a caminhar com passos mais curtos que o normal. Ambas as técnicas consumirão mais calorias

7 - Excelente para o coração, porque segundo um estudo descobriu que andar rapidamente por 30 minutos todos os dias reduz suas chances de desenvolver a síndrome metabólica, que gera uma série de fatores de risco ligados a doenças cardíacas, diabetes e derrame (Hypescience).

8 -  Reduz as chances de câncer de mama. Segundo publicação da Hypescience, andar, mesmo por poucas horas na semana reduz significativamente o risco de câncer de mama, de acordo com um estudo. A idéia é que andar ajuda a reduzir os níveis de gordura corporal, uma fonte de estrogênio. Foram pesquisadas 74 mil mulheres na pós-menopausa com idades entre 50 e 79 anos. Aquelas que tinham um peso normal tiveram risco 30% menor de contrair a doença. As que estavam acima do peso reduziram entre 10 e 20% as chances. Mulheres mais jovens podem conseguir benefícios similares.



Além de ser um meio eficaz de levantar a auto-estima.
Uma paqueradinha também vale muito...


ALERTA: Lima (1998) adverte que erros na dosagem do volume (ritmo de duração) da caminhada são importantes agentes estressores e causadores de problemas ortopédicos, o que se constitui na atualidade como os principais fatores que levam ao abandono da prática da caminhada. Mais uma vez faz-se perceber a importância do ritmo, agora associado à duração da atividade de caminhar.
 
Estou pensando em reaprender a andar de bike...


ATIVIDADE FÍSICA, PRATIQUE ESSA IDÉIA!

OBS.: Vale ressaltar que é imprescindível a orientação de um educador físico; uma dieta balanceada orientada por nutricionista; beber bastante água e manter-se hidratado; uso de protetor solar e boné, a depender da hora da caminhada; roupas confortáveis e tênis adequados; visitas para check up no cardiologista e endocrinologista; aquecimento antes e alongamento depois para evitar lesões musculares.

Caminhada, corrida, musculação, jumping, boxe, judô, karatê, natação, tênis, dança, etc.

Pratique o que lhe proporciona prazer e bem estar!

"A prática de exercícios físicos também reduz o risco da doença arterial coronária pela melhora da capacidade cardiopulmonar, da circulação miocárdica, do metabolismo cardíaco e do aprimoramento das propriedades mecânicas do coração. Age também sobre os fatores de risco para doenças como a hipertensão arterial, alteração dos níveis plasmáticos de glicose e insulina, obesidade e anormalidades no perfil lipoproteico." (FALUDI et al., 1996).
 


REFERÊNCIAS

BALADY, G. J.; FLETCHER, C. B. J.; FROELICHER, E. S.; HARTLEY, L. H.; KRAUSS, R. M.; OBERMAN, A.; BOLLOCK, M. L.; TAYLOR, B. Cardiac rehabilitation. Am. Heart Assoc. Circul., v. 90, n. 3, p. 1602-1610, 1994.

FALUDI, A. A.; MASTROCOLLA, L. E.; BERTOLAMI, M. Atuação do exercício físico sobre os fatores de risco para doenças cardiovasculares. Rev. Soc. Cardiol. Est. São Paulo, v. 1, n. 6, p. 1-5, 1996.  

LIMA, Dartel Ferrari de. Caminhada - teoria e prática. Rio de janeiro: sprint, 1998.

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