Mostrando postagens com marcador ácido fólico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ácido fólico. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Saúde: Uso de ácido fólico na gestação


É de extrema importância o planejamento da gravidez, para evitar consequências psíquicas e físicas tanto para a mãe quanto para o bebê. Óbvio que muitos casos de gravidez não programada trazem felicitações indescritíveis para alguns, mas a importância do planejamento está na prevenção. Algumas mulheres, ao decidir por engravidar, preparam-se  indo a consulta com o gineco-obstetra e são orientadas a tomar com antecedência de 1 mês, o ácido fólico. Mas em muitos casos, quando a mulher descobre a gravidez, já a ocorreu a formação do tubo neural, então não adianta querer exagerar na dose. Independente de uma excelente alimentação, faz-se necessário o uso do ácido fólico conforme prescrição médica.


O ácido fólico é uma vitamina do complexo B (B9) e pode ser encontrado em alimentos como cenoura, espinafre, fígado, vegetais de folha verde-escura, gema de ovo, aspargo, brócolis, tomate, almeirão, rúcula, couve, abóbora, chicória, agrião, grãos, caju e principalmente as frutas cítricas, os mais ácidos possuem maiores teores da vitamina. Mesmo o alimento sendo rico na vitamina, sua porcentagem é reduzida devido ao cozimento que reduz sua ação.

Objetivo do Ácido Fólico é prevenir mal formação do tubo neural durante os primeiros meses de formação do feto. 

"O ácido fólico tem um papel fundamental no processo da multiplicação celular, sendo, portanto, imprescindível durante a gravidez. O folato interfere com o aumento dos eritócitos, o alargamento do útero e o crescimento da placenta e do feto." (Scholl, T.O.; Johnson, W.G. Folic acid: influence on the outcome of pregnancy. Am J Clin Nutr 2000; 71(5 Suppl):1295S-303S.)

Uso de ácido fólico preconizado pela Organização Mundial da Saúde é de 0,40g% ao dia, ou seja, 0,4 mg ao dia de ácido fólico no primeiro trimestre da gestação. Caso a gestante, tenha histórico de filhos com alterações na formação do tubo neural, merecem atenção redobrada e a prescrição será diferenciada.

Formação do tubo neural 

O tubo neural é a estrutura embrionária que dará origem ao cérebro e à medula espinhal

Período embrionário: Vai da 3ª semana até o 2º mês. 

Neste período ocorrem:

a) Gastrulação: formação de camadas germinativas
b) Neurulação: formação do tubo neural
c) Formação da notocorda
d) Desenvolvimento do celoma intra-embrionário
e) Desenvolvimento dos somitos
f) Desenvolvimento do sistema cardiovascular primitivo
g) Desenvolvimento das vilosidades coriônicas terciárias

Neurulação – nesta fase ocorre o surgimento do tubo neural, da notocorda, do mesoderma intra-embrionário e do celoma. Para a formação do tubo neural, as células da ectoderme presentes na porção mediana da região dorsal, ao longo de todo o embrião, sofrem um achatamento, constituindo a placa neural. Posteriormente, a placa neural invagina-se, formando o sulco neural, que se aprofunda e funde os seus bordos, constituindo o tubo neural, responsável pela formação do sistema nervoso do embrião.


Na falta do ácido fólico, o tubo neural pode não se fechar completamente, causando alterações como anencefalia, quando o bebê nasce com uma pequena parte ou mesmo com ausência de cérebro levando a morte poucos dias depois do nascimento, ou espinha bífida, que é a exposição da medula espinhal e que deixa sequelas de graus variados. 



Anencefalia consiste em malformação rara do tubo neural acontecida entre o 16° e o 26° dia de gestação, caracterizada pela ausência parcial do encéfalo e da calota craniana, proveniente de defeito de fechamento do tubo neural durante a formação embrionária. Estas gestações em geral resultam em aborto e aqueles nascidos vivos morrem poucas horas, ou dias, após o parto. No Brasil, desde abril deste ano de 2012 o aborto de bebês anencéfalos foi descriminalizado, e pode ser feito com assistência médica na rede de saúde. Contudo, cabe à mulher decidir se prossegue ou não com a gestação. 

E ainda,  espinha bífida que ocorre quando a extremidade inferior do tubo neural não se fecha, causando danos medulares significativos. Apesar da possível correção cirúrgica, a lesão nervosa é permanente e resulta em níveis diversos de paralisia dos membros inferiores, bexiga e intestino. Além do comprometimento físico, a maior parte dos indivíduos afetados também apresenta dificuldade de aprendizado.


A dose preconizada para esta prevenção é de 400 microgramas por dia, no período de pelo menos 3 meses antes da gravidez. 

Uma dose que será mantida no início da gestação, o problema é que hoje em dias muitos alimentos são fortificados com o ácido fólico e neste caso há um risco das mulheres virem a receber uma dose exagerada da vitamina. Esta questão polêmica foi respondida por um estudo americano realizado na Carolina do Norte que objetivou avaliar a proporção de mulheres que tomam ácido fólico (AF) em doses superiores ao recomendado. Para isso eles entrevistaram mais de 500 gestantes para obter dados sobre padrão nutricional ante e durante a gravidez. A boa notícia é que antes da gravidez, metade das mulheres fez a suplementação de ácido fólico. Na gestação, este número sobre para 2 em cada 3 mulheres. Porém, antes e durante a gravidez, 11% das mulheres excederam a dose máxima de 1000 mg/dia. Em geral, este hábito foi mais frequente nas mulheres da etnia brancas. Embora o estudo tenha sido conduzido nos Estados Unidos ele levanta tema interessante para todas as gestantes, que nem sempre tem um controle apurado da ingestão alimentar. Isso possivelmente se aplica às gestantes brasileiras. Para os autores é recomendado monitorizar os níveis de ácido fólico no organismo e nas dietas das gestantes. A questão subseqüente é sobre os eventuais efeitos do excesso de ácido fólico sobre o futuro bebê. Alguns estudos estão em andamento para identificar possíveis efeitos genéticos e não-genotóxicos destas doses elevadas. Mas não se pode garantir que a suplementação de ácido fólico seja inócua, apenas porque se trata de uma vitamina. Vitamina, em excesso e sem indicação, também pode fazer mal. É aquela velha história de que uma coisa boa, quando em excesso, pode se tornar ruim. (Hoyo et al. Folic acid supplementation before and during pregnancy in the Newborn Epigenetics STudy (NEST). BMC Public Health 2011,11(1):46).

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Memória: Estimule a sua!



Para Luria (1981), memória pode ser entendida como o registro, a conservação e a reprodução dos vestígios da experiência anterior, registro esse que dá ao homem a possibilidade de acumular informações e operar com estes vestígios após o desaparecimento dos fenômenos que provocaram os mesmos, e afirma ainda, que todo o reforço dos conhecimentos e habilidades e a capacidade de aproveitá-los, pertencem à área da memória. Esse armazenamento de informações é fundamental no processo de aprendizado e compreensão. 


Processo através do qual o conhecimento é codificado, retido e posteriormente recuperado. (Kandel, Schwartz & Jessel, 2003)

Memória Sensorial (MS):
  • Armazena sensações (com conteúdo ainda não analisado)
  •  Sombra de uma experiência
  •  Imagens / Sons / Toques
  •  Confere um fluxo regular de ação (preenche lacunas visuais) 
Ex: Fotogramas

A retenção da informação na memória, ocorre a partir de estágios:

Existem diferentes estruturas cerebrais envolvidas na aquisição, armazenamento e evocação das informações adquiridas por meio da aprendizagem.


Memória de Curto Prazo: Armazena temporariamente a informação percepcionada e a que for gerada no decurso de processos mentais.

  • Memória Imediata: Refere-se à memória do que aconteceu ou foi apresentado apenas alguns segundos antes. É de pouca durabilidade. Relaciona-se com as funções de percepção, atenção e consciência. Clinicamente nos diz se a função de entrada e registro intacto. Para exemplificar a situação, imagine-se checando códigos no trabalho, a qualquer ruído ou o que quer que lhe desconcentre enquanto desenvolve esta tarefa, você se vê obrigado a checar o número outra vez. Isso ocorre, porque a memória imediata não resiste às interferências, que interropem a sinapse.

Memória de Longo Prazo: Armazena conhecimento num horizonte temporal dilatado – fatos, interações e ideias.



Referências

  • Luria, A. R. Fundamentos de Neuropsicologia. LTC Editora S.A., 1981
  • Slides - UNIVASF



Um estudo australiano comprovou que a suplementação de ácido fólico associado à vitamina B12 pode melhorar o funcionamento cognitivo, principalmente a memória imediata e tardia em idosos com sintomas depressivos. A pesquisa foi publicada na revista The American Journal of Clinical Nutrition. A suplementação foi feita usando duas doses diárias de ácido fólico (200 mcg cada) combinado com 50 mcg de vitamina B12 por cápsula, durante 24 meses, em 900 idosos, entre 60 e 74 anos. O estudo avaliou as mudanças no funcionamento cognitivo (12 e 24 meses) e aferiu se a ingestão destas substâncias seria capaz de coibir o declínio cognitivo de idosos em estado depressivo. Entre os testes, os idosos se submeteram a avaliações cognitivas como orientação, registro, memória recente e memória tardia, atenção/cálculo e memória semântica, compreensão e repetição. Os idosos que receberam a suplementação (FA + vitamina B12) melhoraram as memórias imediatas e tardias, após dois anos. “Os resultados sugerem que a combinação, em longo prazo, de ácido fólico e vitamina B12 pode ser uma estratégia viável para reduzir o risco de declínio cognitivo em idosos. Essa intervenção não é de alto custo e pode ter efeito considerável em nível de saúde pública”, destaca um dos autores da pesquisa. 
Fonte: Nutritotal
Ácido Fólico




As funções do ácido fólico são na divisão celular e transmissão de traços hereditários, formação e maturação dos eritrócitos e leucócitos. Encontrado em espinafre, vegetais de folhas verdes, fígado, levedo de cerveja, cenoura, gema de ovo.Sua deficiência provoca diminuição do crescimento, anemia megaloblástica e outros distúrbios sangüíneos, glossites e distúrbios no trato gastrointestinal. e o excesso, interfere na ação farmacológica de drogas anticonvulsivas. Um estudo realizado pela Associação Americana do Coração, e publicado na revista Circulation, revelou que existe uma estreita relação entre o consumo de ácido fólico e a diminuição nos níveis de homocisteína, aminoácido sintetizado pelo organismo que, ao não ser bem metabolizado, converte-se em importante fator de risco para aterosclerose (placas de gorduras que bloqueiam as artérias). Junto com as vitaminas B6 e B12, o ácido fólico participa do metabolismo da homocisteína. Evidências epidemiológicas indicam que o excesso de homocisteína colabora para o aparecimento de doenças cardiovasculares e tromboses arterial e venosa, as quais podem se agravar e até acabar provocando um infarto. Segundo o estudo, o papel do ácido fólico vai mudando conforme as etapas da vida. Na idade escolar, a sua carência pode levar à anemia nutricional. Nos adultos mais idosos, como o ácido fólico tem efeitos sobre o sistema nervoso central, o baixo consumo dessa vitamina ou os baixos níveis podem agravar problemas neuropsiquiátricos. 

Fonte: Boa Saúde

Vitamina B12 (Cobalamina)


É uma vitamina solúvel em água, necessária para a atividade normal da célula nervosa, a replicação do DNA e a produção de uma substância que afeta o humor, a SAMe (S-adenosil-L-metionina). Também ajuda na formação da hemoglobina, importante para evitar anemia e na manutenção da bainha de mielina, que é uma substância que cobre os nervos e permite que funcionem bem.  Ela age juntamente com a B6 e o ácido fólico para controlar os níveis de hemocisteína. O excesso de hemocisteína está associado a diversos problemas de saúde. Outra função, está na replicação celular, para o metabolismo de energia e criação do material genético das células, que são o DNA e RNA.


Alguma vez, você já parou para pensar se sua memória está funcionando bem?

Teste retirado do livro Deu Branco, de Ana Maria Maaz Acosta Alvarez, da Editora Best Seller. (Revista Época)

Click no link: Teste sua memória

Memória Inteligente


Fonte: Intelligent Memory (Site do neuropsicólogo Barry Gordon)


Observe as figuras 1 e 2  abaixo:

Figura 1 


Você consegue enxergar algum algum erro?

Figura 2


Você consegue identificar o que é esta figura?


Respostas

Resposta Figura 1. Há um pé humano no elefante, essa percepção se deve à memória inteligente. Ela "escaneia" as formas que são ou não familiares e, ao reconhecer algo fora do comum, aciona um alerta. Quem não viu o pé, precisa procurar em sua memória "comum" imagens de elefantes e pés a fim de perceber que algo estava estranho.

Resposta Figura 2. A mão está segurando uma maçã, porém nem uma nem outra estão mesmo lá. Ambas são apenas imagens, manchas em preto e branco que a memória inteligente reconhece e reuniu como modelos familiares.


Não é só o corpo que precisa malhar, o cérebro também!!

Últimas postagens do Blog H. Sweet Secret. Confira!