Mostrando postagens com marcador Primeiros Socorros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Primeiros Socorros. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Verão: Cuide-se (03) Cãibra por calor



Cãibra por calor

Lesões por calor menos comuns e menos sérias, as cãibras por calor são espasmos musculares que ocorrem quando:

  • O corpo perde muito sal na transpiração intensa e não há reposição desse sal.
  • Os níveis de cálcio estão baixos
  • Consome-se muita água
Os músculos contam com um rígido equilíbrio de água, cálcio e sódio; quando esse equilíbrio é rompido, podem ocorrer cãibras por calor. Em essência, ocorre porque o músculo se contrai, mas não relaxa.

A alta temperatura não é um pré-requisito. A pessoa que se exercitar vigorosamente em uma temperatura baixa e transpirar pode desenvolver cãibras por calor se beber água e não repuser o sal.

Sinais e sintomas: As cãibras por calor podem variar de cãibras muscularess moderadas a extremamente dolorosas, sendo mais comuns nas pernas, mas panturrilhas e no abdome. Outros sinas e sintomas incluem: Batimentos cardíacos aceerados; pele quente e suada; temperatura do corpo normal; debilidade e tontura; exaustão e fadiga; abdome rígido e com aspecto plano; possivelmente náusea e vômito; nível de consciência normal.

Atendimento de Emergência:


1 - Se a vítima estiver em um ambiente quente, retire-a imediatamente do calor; coloque a vítima em repouso em local fresco.

2 - Administre pequenas quantidades de água salgada (meio copo a cada 15 minutos); dilua uma colher de chá de sal ou um cubo de caldo de carne em 250ml de água. Não use somente sal.

3 - Aplique toalhas umidas na testa da vítima e sobre os músculos afetados. Para aliviar a dor, tente esticar suavemente os grupos musculares envolvidos ou belisque o lábio superior logo abaixo do nariz (uma técnica de acumputura que melhora a cãibra dos músculos da panturrilha).

4 - Explique para a vítima o que aconteceu e como ela pode evitar uma recorrência; a vítima deve evitar esforço de qualquer tipo por, pelo menos, 12 horas, ou então as cãibras por calor reincidirão. Ligue para SAMU se a vítima apresentar outras doenças ou lesões, se surgirem outros sintomas ou se o estado da vítima piorar ou se ela não responder aos cuidados.

OBS.: Em muitos casos a massagem só aumenta  a dor. 


Fonte: FRADSEN, K. J.; HAFEN, B. Q.; KARREN, K. J. Guia de primeiros socorros para estudantes. 7ª ed. São Paulo: Manole, 2002, p.418-419

Verão: Cuide-se (02) Exaustão por calor


Exaustão por calor 

Lesão de calor mais comum, a exaustão por calor ocorre em uma pessoa considerada em boa forma física que se envolve em um esforço físico extremo, em um ambiente úmido e quente. Na verdade, é uma forma moderada de choque provocada pelo acúmulo de sangue nos vasos logo abaixo da pele, fazendo com que o sangue saia dos órgãos principais do corpo. Como resultado da sudorese profusa e prolongada, o corpo perde grandes quantidades de sais minerais e água.  Quando a água não é reposta, a circulação sanguínea diminui, afetando as funções cerebrais, cardíacas e pulmonares. O problema mais crítico da exaustão por calor é a desidratação.

 

Sinais e sintomas:  São parecidos com os da gripe. Dor de cabeça; fraqueza; fadiga; náusea e/ou vômito; diarréia; perda de apetite; tontura e fraqueza; transpiração excessiva; pele acinzentada, fria e pálida; temperatura abaixo do normal; pupilas dilatadas; pulso fraco e rápido; pele sem elasticidade; sede; dificuldade para caminhar; colapso ou breve inconsciência; possíveis cãimbras musculares.


OBS.: A diferença da intermação para a exaustão por calor são a aparência da pele e a temperatura do corpo.

Na intermação: a aparência da pele é corada, quente ao toque, molhada ou seca. E a temperatura do corpo é alta (normalmente de 40,5°C a 43,3°C). Na exaustão por calor: a aparência da pele é fria, pálida, pegajosa, frequentemente acinzentada e a temperatura do corpo é normal ou até mesmo abaixo do normal.

Exaustão por calor é uma emergência relacionada ao calor provocada por perda excessiva de água e sais minerais pela transpiração e caracterizada por pele fria e úmida e pulso fraco e acelerado.


O que fazer em caso de exaustão por calor?
 
1 - Leve a vítima para um local fresco, retire o máximo de roupas possível, aplique compressas frias molhadas em sua pele e abane de leve. Certifique-se de que a vítima não sente frio.

2 - Coloque a vítima deitada, levante seus pés de 20 a 30cm e abaixe sua cabeça a fim de aumentar a circulação sanguínea no cérebro.

3 - Se a vítima estiver totalmente consciente, dê a ela água fria para beber em um ritmo de meio copo a cada 10 minutos durante 1 hora. Se a vítima não melhorar em 20 minutos, adicione eletrólitos (ou dê bebidas isotônicas). Nunca dê sal a vítima, pare de dar fluídos e chame SAMU.

4 - Se a vítima estiver inconsciente, molhe-a com água fria usando uma esponja.

5 -Meça a temperatura da vítima a cada 10 ou 15 minutos. Se estiver acima de 38,3°C ou subindo, ligue para SAMU, assim como se a vítima não melhorar em 30 minutos.


Fonte: FRADSEN, K. J.; HAFEN, B. Q.; KARREN, K. J. Guia de primeiros socorros para estudantes. 7ª ed. São Paulo: Manole, 2002, p.416-418.

Verão: Cuide-se (01) Intermação/Insolação


Chegou o verão, período que dura de 21 de dezembro a 20 de março. Pensar nesta estação, remete a imagens de praia, biquine novo, viajar pelo litoral, piscina, caminhada na praia, muito sol ... curtição!

Apesar de tudo, temos que ter cautela nesse período. Para curtir sem sequelas é necessário cuidados básicos como uso de protetor solar durante todo o dia, pois as agressões sofridas pela camada de ozônio decorrentes de poluição, efeito estufa, alterações climáticas não nos dá o luxo de escolher em qual horário vamos nos expor. Além da necessidade constante de hidratação (sucos naturais, água, água de coco), evitando excesso de álcool e refrigerantes, assim como é imprescindível a ingesta de alimentos saudáveis, ricos em vitaminas e que favoreçam o nosso organismo.

As lesões relacionadas ao calor (hipertermia) enquadram-se em três categorias principais: intermação ou insolação, exaustão por calor e cãimbras por calor, de ocorrência mais comum em temperatura e umidade altas e pouco ou nenhum vento. Os mais susceptíveis são atletas; pessoas que trabalham próximas a fornos/fogões; pessoas fisicamente debilitadas; alcoolatras; obesos; pessoa com doença crônica; pessoas que não se ajustaram ao ambiente; doentes cardíacos; usuários de certas drogas (como diuréticos); vitíma de queimadura; idosos; crianças.






INTERMAÇÃO OU INSOLAÇÃO

É uma emergência potencialmente fatal que ocorre quando os mecânismos de regulação do calor corporal sucumbem ou falham ao resfriar o corpo. O corpo fica aquecido e quase metade das vítimas não suam. Por não ocorrer resfriamento, o corpo armazena quantidades crescentes de calor, os mecânismos de produção de calor se aceleram, e consequentemente, as células cerebrais sofrem dano, causando invalidez permanente ou morte. As vítimas sem tratamento morrem. Existem dois tipos de intermação: a clássica, na qual as pessoas perdem habilidade de suar (geralmente afetando indivíduos idosos ou pessoas com doenças crônicas durante uma onda de calor) e a por esforço, na qual as vítimas envolvidas em esforço físico e tensão muscular retêm a habilidade de suar.

Sinais de Intermação/Insolação: Temperatura do corpo igual ou superior a 40,5°C; pele avermelhada e quente; pulso inicialmente rápido e forte; pulso posteriormente rápido e fraco; pupilas inicialmente contraídas; pupilas posteriormente dilatadas;  tremores; confusão mental e ansiedade; irritabilidade ou agressividade; respiração inicialmente profunda e rápida; respiração posteriormente superficial e fraca; dor de cabeça; boca seca; falta de ar;  perda de apetite; náusea e vômito; tontura e fraqueza; crises convulsivas ou colapso repentino. Todas as vitimas de intermação/insolação mostram níveis comprometidos de consciência, variando de desorientação ao coma.

Atendimento de Emergência: Cada minuto é importante. O atendimento visa resfriamento imediato do corpo.

1- Estabeleça as vias aéreas e, quando possível, remova a vítima da fonte de calor.

2 - Remova o máximo possível de vestimentas da vítima, até sua roupa íntima; levante levemente sua cabeça e os ombros, e em seguida, utilize uma combinação dos seguintes métodos para resfriá-la até que seu estado mental retorne ao normal:

  • Se a umidade for alta, coloque a vítima em uma banheira de água fria (abaixo de 15,5°C) e revolva suavemente a água para não permitir que o corpo esquente a camada de água ao redor da vítima.

  • Verta ou borrife água fria sobre o corpo da vítima (método não eficaz se a umidade for alta)

  •  Coloque compressas frias ou bolsa de gelo enrolada sob os braços, virilha, ao redor do pescoço, atrás de cada joelho e ao redor dos tornozelos da vítima para resfriar os principais vasos sanguíneos superficiais.

  • Envolva um lençol molhado na vítima e, em seguida, coloque-a diante de um ventilador.

  • Se a vítima começar a ter calafrios, diminua o método de resfriamento (0s tremores de frio produzem calor)

  • Nunca use álcool isopropílico para esfriar a pele, pois a pele absorve o álcool, o que pode ser tóxico.
3 - Nunca dê estimulantes ou bebidas quentes para a vítima

4 - À medida que o corpo esfria, podem ocorrer crises convulsivas ou vômito. Posicione a vítima para facilitar uma drenagem fácil.

5 - Monitore a temperatura da vítima enquanto espera a chegada de uma equipe de resgate. Se a temperatura começar a subir, retome aos procedimentos de resfriamento. (A temperatura deve cair para menos de 37,7°C e permanecer baixa até o perigo passar.)

Fonte: FRADSEN, K. J.; HAFEN, B. Q.; KARREN, K. J. Guia de primeiros socorros para estudantes. 7ª ed. São Paulo: Manole, 2002, p.413-416

Últimas postagens do Blog H. Sweet Secret. Confira!